Trump nega intenção racista em vídeo que retrata o casal Obama como macacos

Da redação de LexLegal
O presidente Donald Trump afirmou que não assistiu ao trecho racista do vídeo publicado em sua rede social, no qual Barack e Michelle Obama aparecem com corpos de macacos. O mandatário descartou pedir desculpas, alegando que apenas republicou o conteúdo de terceiros.
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O vídeo de um minuto foca em teorias conspiratórias sobre fraudes na eleição de 2020 e ataques à empresa Dominion. A imagem ofensiva aparece nos dois segundos finais da postagem, que foi deletada após a forte repercussão negativa entre aliados e opositores.
Trump declarou que analisa milhares de conteúdos e viu apenas o início da gravação. “Alguém deixou passar um detalhe muito pequeno. Aliás, repito, não fui eu que fiz isso, foi outra pessoa”, justificou o republicano ao embarcar no avião presidencial.
O senador Tim Scott, único republicano negro no Congresso, classificou o episódio como o fato mais racista já vindo da atual Casa Branca. Outros correligionários também pediram retratação pública, definindo a postagem como flagrantemente ofensiva.
A polêmica ocorre em um momento de desgaste eleitoral para o governo. Recentemente, democratas conquistaram cadeiras históricas no Texas, com uma virada de 32 pontos percentuais em distritos onde o atual presidente havia vencido com folga em 2024.
A veiculação de teses sobre a Dominion já custou caro à mídia aliada: a Fox News pagou US$ 787 milhões em acordo para encerrar processos de difamação. O novo incidente amplia o temor de perda da maioria republicana no Congresso nas eleições de novembro.
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Analistas indicam que o foco excessivo em fraudes desmentidas e episódios de preconceito tem gerado pânico na base do partido. A estratégia pode afastar eleitores moderados em estados decisivos para a manutenção do controle legislativo estadunidense.