Machado Meyer e Stocche Forbes coordenam debêntures de R$ 757 mi da Rota Sertaneja

Da redação de LexLegal
Os bancos XP Investimentos, Itaú BBA e ABC Brasil concluíram a captação de R$ 757 milhões para a Concessionária Rota Sertaneja. O montante, levantado por meio de duas emissões de debêntures, foi destinado ao pagamento da outorga pela concessão das rodovias federais BR-153 e BR-262, entre Minas Gerais e Goiás.
Leia também: Machado Meyer e Stocche Forbes atuam em emissão de R$ 2,5 bi do Banco Mercantil do Brasil
A outorga é o valor que uma empresa paga ao governo pelo direito de explorar um serviço público, como a administração de estradas, por um tempo determinado. Para quitar essa taxa e iniciar as obras, a concessionária emitiu debêntures, que são títulos de dívida comprados por investidores que buscam rendimentos em projetos de infraestrutura.
A operação incluiu uma auditoria jurídica detalhada, processo que analisa todos os riscos e a regularidade da empresa antes de oferecer os títulos ao mercado. Também foram estruturadas garantias para proteger quem investiu o dinheiro, assegurando que o projeto de modernização logística da região tenha base financeira sólida.
O Machado Meyer assessorou os bancos coordenadores com os sócios Luis Filipe Gentil Pedro, Raphael Oliveira Zono e Antonio Augusto S. Bruni, além dos advogados Beatriz Antunes de Siqueira, Julia Soares Alves e Roberto Kerr Cavalcante Bonometti. O Stocche Forbes Advogados representou as outras partes, mas não divulgou equipe.
Com o fechamento da transação em 23 de janeiro, a Rota Sertaneja garante os recursos necessários para cumprir o contrato de concessão. A modernização dessas rodovias é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial no eixo que liga o Sudeste ao Centro-Oeste brasileiro.
Veja também: Machado Meyer e Stocche Forbes assessoram emissão de R$ 1,7 bi da Argo Energia
A utilização do mercado de capitais para pagar outorgas governamentais tem se tornado frequente no setor de transportes. Esse modelo permite que as empresas de logística levantem grandes quantias sem comprometer totalmente seu fluxo de caixa imediato, distribuindo o pagamento da dívida ao longo dos anos de exploração da rodovia.