Ministério Público denuncia Sidney Oliveira, da Ultrafarma, por corrupção e rombo de R$ 327 mi

Da redação de LexLegal
O Ministério Público de São Paulo denunciou sete pessoas por um esquema de corrupção que envolve ex-auditores fiscais e grandes empresários. Entre os nomes apresentados à Justiça estão auditores da Secretaria da Fazenda e o proprietário da rede de farmácias Ultrafarma, Sidney Oliveira.
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Os envolvidos foram investigados na Operação Ícaro por crimes de corrupção ativa (quando se oferece vantagem indevida) e passiva (quando o funcionário público solicita ou recebe o suborno). O esquema teria funcionado entre 2021 e 2025.
Segundo os promotores João Ricupero, Roberto Bodini, Murilo Perez e Igor Bedone, o dono da Ultrafarma sabia dos atos que geraram prejuízo aos cofres públicos. Auditores teriam facilitado a liberação de créditos de ICMS para a empresa.
A acusação aponta que o grupo teria inflado os valores a serem devolvidos, gerando um ressarcimento indevido de R$ 327 milhões para a Ultrafarma. Em troca, os representantes da rede de farmácias pagariam propinas aos fiscais para acelerar e aumentar esses ganhos tributários de forma ilegal.
A Secretaria da Fazenda de São Paulo informou que já revogou portarias de 2022 que permitiam essa “apropriação acelerada” de créditos e que vem revisando mais de 3,4 mil lançamentos. A corregedoria do órgão instaurou 33 procedimentos internos que resultaram em demissões e afastamentos de servidores envolvidos.
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Até o momento, a Ultrafarma e a defesa de Sidney Oliveira não se manifestaram sobre a denúncia. O espaço segue aberto para posicionamento. A justiça decidirá se aceita a acusação para transformar os denunciados em réus. Além de Sidney, o diretor da Fast Shop, Mario Otávio Gomes, também chegou a ser preso durante a fase de investigações em 2025.