ONU e Itamaraty selecionam 16 projetos brasileiros que serão modelo para outros países

Da redação de LexLegal
A ONU-Habitat e a Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, lançaram um relatório com 16 iniciativas urbanas brasileiras que servirão de modelo para outros países. O documento reúne boas práticas com potencial de inspirar cidades na África, Ásia e América Latina.
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Entre os destaques está o programa Marias na Construção, de Salvador, que capacita mulheres em situação de vulnerabilidade para trabalhar em obras. O projeto busca quebrar a hegemonia masculina no setor e oferecer autonomia financeira para vítimas de violência doméstica, promovendo igualdade de gênero no canteiro de obras.
Outra solução selecionada é o uso de biodigestores em escolas municipais de Porto Alegre. O sistema transforma restos de alimentos em gás e fertilizante, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa. O projeto une educação ambiental com gestão de resíduos sólidos, um dos principais desafios das metrópoles contemporâneas.
O Sul Global é o termo político e econômico que define nações em desenvolvimento ou emergentes que compartilham desafios sociais e climáticos semelhantes. A cooperação entre esses países permite a troca de tecnologias e políticas públicas mais baratas e adaptáveis do que as soluções importadas de países desenvolvidos.
As iniciativas foram escolhidas pelo Programa Simetria Urbana seguindo critérios de sustentabilidade e impacto social. Segundo Laura Figueiredo, da ONU-Habitat, os projetos devem ser capazes de gerar cidades mais resilientes, ou seja, locais com maior capacidade de se recuperar rapidamente de crises climáticas ou econômicas.
Para Monica Salmito, da Agência Brasileira de Cooperação, o Brasil ocupa posição de destaque na criação de projetos urbanos modernos. O relatório foca no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 da ONU, que estabelece metas globais para tornar os assentamentos humanos mais inclusivos, seguros e sustentáveis até 2030.
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A publicação funciona como um catálogo de exportação de inteligência brasileira. Ao sistematizar essas experiências, o governo federal e as Nações Unidas facilitam parcerias internacionais onde o Brasil atua como mentor técnico para municípios estrangeiros que enfrentam problemas de moradia, saneamento e transporte.