Senado instala subcomissão para investigar suspeita de fraude no Banco Master

Da redação de LexLegal
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado oficializou a criação de uma subcomissão para investigar o Banco Master. O grupo vai apurar condutas ligadas a uma suposta fraude financeira que pode atingir R$ 17 bilhões.
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O senador Renan Calheiros foi escolhido para coordenar o colegiado de 13 membros. O parlamentar classificou o episódio como a maior fraude bancária do país e prometeu rigor na apuração das responsabilidades.
“Diante da gravidade e da magnitude dos lesados, [esse caso] deve ser encarado de frente, doa a quem doer. Não haverá, desta Comissão do Master, nenhuma retaliação absolutamente contra ninguém. Mas saiba qualquer senador ou deputado, que, em havendo culpa, também não haverá omissão desta comissão”, destacou o senador.
O grupo terá poderes para quebrar sigilos bancários e convocar testemunhas. Renan afirmou que o trabalho será complementar às propostas de CPI que tramitam no Congresso para investigar o empresário Daniel Vorcaro.
“Não vamos competir com CPI, não. O nosso trabalho será meramente complementar, porque, como vocês sabem, é competência exclusiva da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal fiscalizar o sistema financeiro”, disse Renan.
A subcomissão também pretende enviar perguntas por escrito ao presidente Lula sobre reuniões com o dono da instituição. O foco recai ainda sobre a tentativa de venda do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB).
“Tentaram vender um banco quebrado, sem ativos ou com ativos pobres, para uma instituição pública. É verdade que o diretor de Fiscalização do Banco Central mandou mensagens pressionando o BRB para comprar o Master? É verdade?”, questionou Calheiros.
Nesta tarde o senador se reúne com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O parlamentar critica a demora da autoridade monetária em liquidar o banco e aponta pressões políticas sobre o Tribunal de Contas da União.
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A oposição já protocolou pedido de CPMI com assinaturas de 42 senadores e 238 deputados. O governo também apoia investigações por meio de outras frentes parlamentares para esclarecer as suspeitas de irregularidades no sistema financeiro.