Janeiro tem 4,3 mil focos de calor no país, aumento de 46% em relação a 2025

Da redação de LexLegal
O Brasil começou 2026 sob alerta climático. Janeiro registrou o dobro da média histórica de focos de calor, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicando avanço das queimadas logo no início do ano.
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Até o dia 29, os satélites identificaram mais de 4,3 mil focos em todo o território nacional. O volume representa alta de 46% em relação a janeiro de 2025 e coloca o mês como o sexto pior início de ano desde 1999, quando a série começou.
A situação se concentra principalmente nas regiões Norte e Nordeste, afetadas por seca intensa. O Pará liderou os registros, com 985 focos, seguido pelo Maranhão, que teve o janeiro mais crítico de toda a sua série histórica.
Ceará e Piauí também aparecem entre os estados mais impactados. Técnicos apontam que o cenário reflete a combinação de estiagem prolongada, altas temperaturas e uso irregular do fogo em áreas rurais.
Especialistas ressaltam que foco de calor não significa, necessariamente, um incêndio de grandes proporções, já que o satélite detecta pontos com alta temperatura. Ainda assim, o histórico preocupa.
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Dados acumulados mostram que anos que começam com índices elevados em janeiro costumam encerrar o período com queimadas acima da média nacional, ampliando riscos ambientais e de saúde pública.