Juros para famílias sobem a 60% ao ano e rotativo segue acima de 400%

Da redação de LexLegal
Os juros médios cobrados das famílias subiram 7 pontos percentuais em 2025 e chegaram a 60,1% ao ano em dezembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
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O principal fator de pressão foi o cartão de crédito rotativo, que segue como a modalidade mais cara do sistema financeiro. Mesmo com recuo no ano, a taxa média do rotativo ficou em 438% ao ano.
A limitação do valor total da dívida, em vigor desde 2024, não interfere nos juros contratados. O rotativo é acionado quando o consumidor paga menos que o valor integral da fatura, transformando o saldo em empréstimo de curto prazo.
Após 30 dias, a dívida é parcelada. Em 2025, os juros do cartão parcelado subiram para 189% ao ano. O crédito pessoal não consignado também avançou, chegando a 116,8% ao ano.
Nas empresas, a taxa média ficou em 25% ao ano, com destaque para o capital de giro de curto prazo e o cheque especial, que atingiu 355,7% ao ano.
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Considerando famílias e empresas, a taxa média de juros chegou a 32,4% ao ano em dezembro, acompanhando a Selic de 15%, maior nível desde 2006. A inadimplência das famílias subiu para 5%, e o endividamento alcançou 49,8% da renda acumulada em 12 meses.