Dólar cai ao menor nível em 20 meses e Ibovespa supera 180 mil pontos

Dólar cai ao menor nível em 20 meses e Ibovespa supera 180 mil pontos
No cenário internacional, investidores vêm promovendo uma migração de recursos de mercados desenvolvidos, especialmente dos Estados Unidos, para economias emergentes/B3/Divulgação
Publicado em 28/01/2026 às 6:30

Da redação de LexLegal

O mercado financeiro brasileiro viveu nesta terça-feira (27) um dia marcado por forte otimismo. O dólar teve queda expressiva e atingiu o menor patamar em 20 meses, enquanto a bolsa de valores subiu quase 2% e superou, pela primeira vez, a marca dos 180 mil pontos, renovando seu recorde histórico.

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O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,206, em baixa de 1,41%, o equivalente a R$ 0,074. A moeda norte-americana recuou ao longo de toda a sessão e encerrou o dia próxima da mínima. Trata-se do menor valor desde 28 de maio de 2024, quando a cotação estava em R$ 5,15. No acumulado de 2026, a divisa já registra queda de 5,16%.

No mercado de ações, o movimento foi igualmente intenso. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,79% e fechou aos 181.919 pontos, estabelecendo um novo recorde histórico. O desempenho reflete uma combinação de fatores externos e domésticos que ampliaram o apetite por risco e favoreceram ativos de países emergentes, como o Brasil.

No cenário internacional, investidores vêm promovendo uma migração de recursos de mercados desenvolvidos, especialmente dos Estados Unidos, para economias emergentes. O movimento ganhou força após recuos recentes do ex-presidente Donald Trump em discursos sobre a Groenlândia e na retórica relacionada à imposição de tarifas comerciais à União Europeia, o que reduziu tensões no comércio global e estimulou a busca por mercados com maior potencial de retorno.

Internamente, a divulgação de que a prévia da inflação oficial desacelerou em janeiro contribuiu para reforçar o clima positivo. O IPCA-15 mais fraco alimentou a percepção de que o processo de desinflação segue em curso e abriu espaço para expectativas de flexibilização da política monetária nos próximos meses.

A maior parte dos agentes financeiros continua projetando que o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros ocorrerá apenas na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom). Ainda assim, cresceu ao longo do dia a aposta de que o Banco Central possa iniciar a redução da Selic já na reunião desta quarta-feira (28). Esse movimento se refletiu na queda das taxas de juros negociadas no mercado futuro.

O comportamento dos juros futuros indica que os investidores passaram a precificar um cenário de política monetária menos restritiva, o que tende a beneficiar tanto o mercado acionário quanto o câmbio, ao reduzir o custo de capital e tornar ativos brasileiros mais atraentes para o investidor estrangeiro.

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Com a combinação de fluxo externo favorável e sinais domésticos de alívio inflacionário, o mercado brasileiro voltou a mostrar forte valorização, em um movimento que reforça o papel do país como destino relevante de capital em momentos de maior busca por oportunidades em economias emergentes.

SÃO PAULO WEATHER