STF adia depoimentos no caso BRB e Banco Master por falta de acesso aos autos

STF adia depoimentos no caso BRB e Banco Master por falta de acesso aos autos
A Polícia Federal ainda trabalha na análise de documentos, contratos e movimentações financeiras que teriam sustentado a operação entre as duas instituições/Agência Brasil
Publicado em 27/01/2026 às 17:19

Da redação de LexLegal

A Polícia Federal adiou nesta terça-feira (27) os depoimentos de três investigados no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal e apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas à negociação de ativos do Banco Master com o Banco Regional de Brasília, o BRB. As oitivas estavam marcadas para ocorrer na sede da Corte, mas foram suspensas após as defesas alegarem que ainda não tiveram acesso integral aos autos da investigação.

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Deveriam ser ouvidos Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente do BRB, Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição. Segundo os advogados, a ausência de acesso ao conteúdo do inquérito inviabilizaria o exercício pleno do direito de defesa, razão pela qual os depoimentos foram adiados sem que uma nova data tenha sido definida.

O único investigado que prestou depoimento foi Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Banco Master. De acordo com sua defesa, ele respondeu a todos os questionamentos formulados pelos investigadores e afirmou estar à disposição para prestar novos esclarecimentos, caso seja novamente convocado.

O inquérito está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Em dezembro do ano passado, o magistrado determinou que o caso permanecesse no STF, e não fosse remetido à Justiça Federal do Distrito Federal, após a citação de um deputado federal nas investigações. Parlamentares com mandato possuem prerrogativa de foro, o que desloca a competência para a Suprema Corte.

As apurações ganharam força em novembro de 2025, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. A investigação mira um suposto esquema de concessão de créditos considerados fictícios pelo Banco Master e a tentativa de venda de parte de seus ativos ao BRB, instituição financeira pública vinculada ao governo do Distrito Federal. Segundo a PF, as irregularidades podem alcançar cifras de até R$ 17 bilhões.

Além do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, também figuram como investigados os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, além de Augusto Ferreira Lima, que já integrou o quadro societário da instituição.

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O inquérito apura possíveis crimes como gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal ainda trabalha na análise de documentos, contratos e movimentações financeiras que teriam sustentado a operação entre as duas instituições.

SÃO PAULO WEATHER