Cescon Barrieu assessora Araguaia em emissão de R$ 200 milhões em CRAs

Da redação de LexLegal
A Araguaia, empresa do setor de agronegócio, concluiu a captação de R$ 200 milhões por meio de uma oferta pública de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). O CRA é um título de renda fixa lastreado em direitos creditórios, ou seja, em dívidas do setor agrícola que são transformadas em papéis negociáveis para atrair investidores. A operação, realizada sob o rito da CVM 160, foi dividida em séries de classe sênior e subordinada, modelo que define a ordem de prioridade no recebimento dos pagamentos, conferindo diferentes níveis de risco e retorno.
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Estrutura da securitização e garantias
A 436ª emissão da Eco Securitizadora contou com lastro em notas comerciais emitidas pela própria Araguaia. O processo de securitização consiste em agrupar ativos financeiros para que sejam vendidos como títulos a investidores profissionais. O Itaú BBA atuou como coordenador líder da oferta, sendo responsável por viabilizar a distribuição dos papéis no mercado. Por ser direcionada a investidores profissionais, a oferta usufruiu de procedimentos regulatórios específicos para perfis com maior capacidade de análise técnica.
O escritório Cescon Barrieu atuou como assessor jurídico da Araguaia, na condição de devedora, e do Itaú BBA, coordenador da operação. A equipe foi liderada pelo sócio Marcelo Moura, com o suporte dos associados Lucas Ubiratan de Oliveira, Isadora Bartolozzi Moreira, João Pedro Gaspar, Fernanda Putrino e da estagiária Giovanna Guimarães.
Internamente, o jurídico da Araguaia contou com Rafael Silveira e Willian Almeida, enquanto o Itaú Unibanco foi representado por Brian Miguel Moreira de Souza. Os profissionais trabalharam na estruturação documental e na conformidade com as normas da CVM para assegurar a validade do lastro e das séries emitidas.
Financiamento do agronegócio no mercado
A utilização de CRAs tem se consolidado como uma das principais vias de financiamento para empresas do agro que buscam alternativas ao crédito bancário tradicional. Ao acessar o mercado de capitais, a Araguaia consegue diversificar suas fontes de recursos para sustentar suas operações e planos de crescimento.
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A estruturação de classes subordinadas funciona como um mecanismo de proteção para os detentores das cotas sêniores, já que as subordinadas absorvem eventuais perdas primeiro, o que ajuda a elevar a nota de crédito (rating) e a atratividade da oferta para grandes fundos.