Machado Meyer assessora Oleoplan em emissão verde de US$ 55,6 milhões

Da redação de LexLegal
A Oleoplan, uma das principais empresas do setor de biocombustíveis no Brasil, concluiu a captação de US$ 55,6 milhões por meio de uma emissão privada de Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F). Esse título de crédito é um instrumento amplamente utilizado no agronegócio para que produtores e empresas do setor levantem recursos prometendo o pagamento futuro em dinheiro, com base em sua produção. A operação foi estruturada como um “instrumento verde”, o que significa que o capital levantado está vinculado a metas ambientais específicas.
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Os recursos obtidos no mercado serão destinados exclusivamente a projetos de energia renovável, focando na expansão da produção de biodiesel e diesel verde (HVO), combustíveis que contribuem para a redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE).
A emissão contou com o Bradesco BBI como coordenador líder, responsável por organizar a oferta junto aos investidores. A complexidade da operação envolveu a negociação de contratos de assessoria e a formalização das garantias típicas da CPR-F, assegurando que o título atendesse aos critérios internacionais de finanças sustentáveis.
O escritório Machado Meyer atuou como assessor jurídico da operação para a Oleoplan e para o coordenador da oferta. A equipe foi liderada pelo sócio Gustavo Secaf Rebello e contou com a participação do sócio Guilherme Azevedo Ferreira Alves. O time jurídico incluiu ainda os advogados Isabela de Andrade Pereira e Matheus Freitas Barcelos.
Pela outra parte envolvida no negócio, a assistência legal foi prestada pelo escritório Zavagna Gralha Advogados. Os advogados trabalharam na estruturação e na análise das exigências regulatórias para a classificação do título como ativo verde.
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Crescimento dos biocombustíveis no agro
A operação destaca a crescente integração entre o mercado de capitais e a transição energética brasileira. Ao utilizar a CPR-F para financiar combustíveis limpos, a Oleoplan reforça sua posição em um mercado que exige cada vez mais transparência sobre o impacto ambiental dos investimentos. Para investidores, títulos com selo verde oferecem a segurança de que o dinheiro está sendo aplicado em tecnologias que auxiliam no combate às mudanças climáticas, seguindo padrões de governança e sustentabilidade.