Ibovespa chega perto dos 179 mil pontos e tem melhor semana desde o início da pandemia

Da redação de LexLegal
A bolsa brasileira encerrou mais uma sessão de forte valorização nesta sexta-feira (23), encostou nos 179 mil pontos e confirmou a melhor semana de desempenho desde abril de 2020. O movimento consolida uma sequência de recordes históricos e reflete a entrada consistente de capital estrangeiro no mercado doméstico. O dólar, por sua vez, teve comportamento estável e permanece abaixo de R$ 5,30.
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O índice Ibovespa, principal referência da B3, fechou o dia aos 178.858 pontos, com alta de 1,86%. Durante a tarde, chegou a avançar 2,38% e ultrapassar momentaneamente a marca dos 180 mil pontos, mas perdeu fôlego nos minutos finais, em meio à realização de lucros por parte de investidores que aproveitaram o patamar elevado para vender ações e garantir ganhos recentes.
Com o resultado, o Ibovespa acumulou alta de 8,53% na semana. Trata-se do melhor desempenho semanal desde o período encerrado em 9 de abril de 2020, quando a bolsa subiu 11,71%, ainda no contexto da recuperação inicial após o choque provocado pela pandemia da covid-19. Diferentemente daquele momento, marcado por extrema volatilidade, o atual movimento ocorre em um cenário de forte fluxo de recursos para mercados emergentes.
No mercado de câmbio, a sexta-feira foi de relativa calmaria. Após duas sessões de quedas expressivas, o dólar comercial fechou vendido a R$ 5,287, com leve alta de 0,05%. Pela manhã, a moeda chegou a se aproximar de R$ 5,30, impulsionada por compras pontuais de investidores que aproveitaram a cotação mais baixa. Ao longo do dia, contudo, a entrada de recursos externos voltou a equilibrar o mercado.
Na semana, o dólar acumulou queda de 1,61%. No acumulado de 2026, a desvalorização já chega a 3,68%. A cotação está nos menores níveis desde a primeira quinzena de novembro, indicando um fortalecimento do real em meio ao ambiente favorável aos países emergentes.
O fluxo internacional tem sido um dos principais motores da valorização dos ativos brasileiros. Em janeiro, até o dia 21, a B3 registrou entrada líquida de R$ 12,35 bilhões em investimentos estrangeiros. O valor corresponde a quase metade de todo o saldo positivo observado ao longo de 2025, que somou R$ 25,5 bilhões.
Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decidirá sobre os rumos da Selic. A expectativa é de manutenção dos juros no patamar atual, mas qualquer sinalização sobre o ciclo futuro de política monetária pode influenciar diretamente o comportamento do dólar e da bolsa.
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A combinação de fluxo externo, juros elevados e melhora no apetite ao risco global explica a sequência de recordes do Ibovespa e o desempenho expressivo da semana. Ainda assim, analistas apontam que o nível atual do índice tende a aumentar a volatilidade de curto prazo, com movimentos mais frequentes de realização de lucros, como o observado no encerramento do pregão desta sexta-feira.