Ibovespa supera 175 mil pontos pela primeira vez e dólar cai ao menor nível desde novembro

Ibovespa supera 175 mil pontos pela primeira vez e dólar cai ao menor nível desde novembro
O movimento positivo do mercado foi impulsionado, novamente, pela entrada de capital estrangeiro no Brasil e pela redução das tensões no cenário internacional/B3
Publicado em 23/01/2026 às 8:30

Da redação de LexLegal

O Ibovespa renovou seu recorde histórico nesta quinta-feira (22) e fechou acima dos 175 mil pontos pela primeira vez desde a criação do índice. O principal indicador da bolsa brasileira avançou 2,20%, aos 175.589 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,67% e encerrou o dia cotado a R$ 5,2840, no menor patamar desde 11 de novembro.

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O movimento positivo do mercado foi impulsionado, novamente, pela entrada de capital estrangeiro no Brasil e pela redução das tensões no cenário internacional. Declarações mais moderadas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviaram o ambiente externo e reforçaram o apetite por ativos de países emergentes.

As bolsas globais reagiram bem após Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e anunciar a suspensão de tarifas que seriam aplicadas a oito países europeus. A sinalização diminuiu a percepção de risco e contribuiu para a valorização dos mercados acionários ao redor do mundo.

No Brasil, ações de grande peso no Ibovespa ajudaram a sustentar a alta. A Petrobras avançou 0,69%, a Vale subiu 0,58% e o Itaú teve forte valorização de 3,38%. O desempenho dessas companhias foi determinante para o novo patamar histórico do índice.

No mercado de câmbio, a queda do dólar refletiu tanto o fluxo positivo de recursos para o país quanto o enfraquecimento global da moeda norte-americana. Com isso, o real voltou a se valorizar frente ao dólar, acumulando baixa de 3,73% no mês e no ano.

Nos Estados Unidos, dados econômicos divulgados nesta quinta reforçaram a percepção de resiliência da maior economia do mundo. O Produto Interno Bruto (PIB) avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025, acima da leitura anterior. Já o índice de preços de gastos com consumo (PCE), considerado o principal termômetro de inflação para o Federal Reserve, mostrou alta de 2,8%, enquanto o núcleo do indicador subiu 2,9%, ambos em linha com as projeções.

Também chamou atenção o comportamento do mercado de trabalho norte-americano. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em apenas 1 mil na última semana, totalizando 200 mil solicitações, abaixo do esperado. Para analistas, os dados reforçam a expectativa de manutenção dos juros pelo Fed no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano na próxima reunião.

O bom humor se espalhou pelas bolsas internacionais. Em Wall Street, o Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 avançou 0,55% e o Nasdaq teve alta de 0,91%. Na Europa, os principais índices também fecharam em terreno positivo, com o STOXX 600 ganhando 1,03%. Na Ásia, os mercados registraram altas moderadas, com destaque para o Nikkei de Tóquio, que avançou 1,7%.

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No acumulado, o Ibovespa já sobe 8,98% no mês e no ano, enquanto na semana o avanço chega a 6,55%. O dólar, por sua vez, recua 1,65% na semana. Os números reforçam o início de ano favorável para o mercado financeiro brasileiro, impulsionado por fatores externos e pela busca global por ativos de maior retorno.

SÃO PAULO WEATHER