Machado Meyer assessora debêntures de US$ 432 milhões do Grupo Casas Bahia

Machado Meyer assessora debêntures de US$ 432 milhões do Grupo Casas Bahia
Varejista capta R$ 2,4 bilhões para reestruturar dívidas//Casas Bahia
Publicado em 19/01/2026 às 11:30

Da redação de LexLegal

O Machado Meyer assessorou o Banco Bradesco BBI e a UBS BB Corretora na 11ª emissão de debêntures do Grupo Casas Bahia S.A., operação que movimentou US$ 432,18 milhões e integra o plano de reorganização financeira da companhia. A captação foi estruturada em quatro séries e distribuída ao mercado por meio do regime de registro automático, conforme as regras da Resolução CVM 160.

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As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas para captar recursos diretamente no mercado. Em vez de tomar um empréstimo tradicional em um banco, a companhia emite esses papéis e investidores compram, passando a ter direito de receber o valor aplicado de volta no futuro, acrescido de juros. É uma forma comum de financiamento para grandes empresas que buscam prazos mais longos e maior flexibilidade na gestão de suas dívidas.

No caso do Grupo Casas Bahia, a emissão foi dividida em quatro séries, cada uma com características próprias. Algumas contam com garantias reais, ou seja, ativos específicos da empresa são vinculados como proteção ao investidor em caso de inadimplência. Outras são debêntures quirografárias, sem garantia específica, baseadas apenas na capacidade financeira da companhia. Houve ainda séries conversíveis em ações, que permitem ao investidor, se desejar, trocar o título de dívida por participação societária na empresa, tornando-se acionista.

Essa emissão faz parte do chamado plano de gestão de passivos da companhia. Em termos simples, trata-se de uma estratégia para reorganizar dívidas existentes, alongar prazos de pagamento e melhorar a estrutura financeira. Ao trocar dívidas mais curtas por financiamentos de prazo mais longo, a empresa ganha fôlego de caixa e previsibilidade, reduzindo riscos de pressão financeira no curto prazo.

Segundo a estrutura apresentada ao mercado, os recursos captados também estão alinhados ao Plano de Transformação Estratégica do Grupo Casas Bahia. Esse plano inclui ajustes no modelo de negócios, otimização de lojas físicas, investimentos em tecnologia, melhorias na logística e mudanças operacionais voltadas a tornar a companhia mais eficiente e competitiva no varejo brasileiro.

O Machado Meyer atuou na coordenação jurídica integral da operação. Isso incluiu a elaboração, negociação e revisão dos principais documentos, como a escritura de emissão das debêntures, que funciona como o “contrato principal” da operação, o contrato de distribuição, que rege a atuação dos bancos coordenadores, além dos materiais informativos ao mercado e dos documentos regulatórios enviados à CVM e às entidades de registro.

A equipe também foi responsável por assegurar que cada uma das quatro séries estivesse juridicamente adequada às suas particularidades, especialmente no que diz respeito às garantias e às regras de conversão em ações. Esse ponto é essencial porque envolve tanto direitos dos investidores quanto potenciais impactos na estrutura acionária da companhia no futuro.

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Pelo Machado Meyer, a operação foi liderada pelo sócio Gustavo Secaf Rebello, com a participação dos sócios Adriano SchnurAntonio Augusto S. BruniDiego De Souza Aguiar e Fernanda Cury Messias. A equipe contou ainda com os advogados Ana Carolina Carpegiani Peyres NevesFelipe Figuerola TenerelliGiulio BenedettiGuilherme Amaral CarneiroPedro Henrique Natucci Barreiros e Renata Augusto Passos.

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