Trench Rossi assessora venda da Hidrelétrica Dardanelos por R$ 2,5 bilhões

Da redação de LexLegal
A venda da participação da Neoenergia na Energética Águas da Pedra (EAPSA), empresa que detém e opera a Usina Hidrelétrica Dardanelos, em Mato Grosso, marca uma das transações mais relevantes do setor elétrico brasileiro no início de 2026. A operação, avaliada em R$ 2,5 bilhões em enterprise value, transfere o controle do ativo para a EDF Brasil Hidro Participações S.A., sociedade que será formada pela EDF Brasil Holding S.A., com 75% do capital, e pela própria Neoenergia, com 25%.
Leia também: Trench Rossi Watanabe assessora permuta de ações na NASDAQ
Localizada no Rio Aripuanã, a Usina Hidrelétrica Dardanelos tem capacidade instalada de 261 megawatts e ocupa posição estratégica na matriz de geração do Centro-Oeste. O ativo integra o portfólio de geração renovável do país e é considerado relevante tanto do ponto de vista energético quanto regulatório, por operar em uma região sensível do ponto de vista ambiental e logístico.
A assessoria jurídica da Neoenergia na transação foi conduzida pelo escritório Trench Rossi Watanabe, que atuou em todas as etapas do negócio. O trabalho incluiu desde as fases preliminares de estruturação até a preparação e negociação dos contratos que formalizam a reorganização societária e financeira do empreendimento.
O desenho da operação combina participação acionária conjunta e instrumentos de dívida, refletindo uma arquitetura contratual considerada sofisticada para o padrão do mercado brasileiro. A modelagem foi pensada para permitir flexibilidade às partes no médio prazo e criar um ambiente de transição controlada de controle societário.
Pelo acordo firmado, a EDF poderá adquirir a totalidade da participação da Neoenergia em até dois anos e meio após a conclusão da operação. Durante esse mesmo período, a Neoenergia também poderá optar por alienar integralmente sua fatia para uma empresa do grupo econômico da EDF. Na prática, isso cria uma janela contratual que permite ajustes estratégicos conforme as condições de mercado e os interesses das companhias envolvidas.
Segundo o escritório responsável pela assessoria jurídica, a operação exigiu coordenação intensa entre advogados, equipes internas das empresas e demais assessores financeiros e técnicos envolvidos no negócio.
“A operação demandou precisão técnica e estreita colaboração entre todos os envolvidos. A estrutura adotada, que combina participações societárias conjuntas e dívida, mostra como o mercado brasileiro continua evoluindo em direção a soluções cada vez mais sofisticadas. É um orgulho apoiar nossos clientes em movimentos estratégicos como este”, afirma J. Roberto Martins, sócio de Trench Rossi Watanabe que liderou a transação na assessoria jurídica à Neoenergia.
Para a Neoenergia, a operação representa uma reorganização estratégica de portfólio, com potencial liberação de capital para novos investimentos ou redirecionamento de recursos para outras frentes de atuação, como projetos de energia renovável complementar ou redes de distribuição.
Já para a EDF, a compra consolida sua presença no mercado brasileiro de geração, ampliando sua base de ativos e fortalecendo sua posição em um país que permanece central na agenda global de transição energética.
A assessoria do Trench Rossi Watanabe envolveu diretamente o sócio J. Roberto Martins, com a participação dos associados Adam Milgrom e Matheus Soares. A atuação do escritório cobriu desde a organização documental até a negociação final dos instrumentos contratuais que formalizam a operação.
Veja também: Planner compra 96,93% da Ciabrasf; Trench Rossi Watanabe atua na operação
Do lado da Neoenergia, o suporte jurídico interno foi conduzido por Mariane Carvalho Medeiros, Thays Barbosa Raposo Reis e Alana Cristina Braz Duarte, que atuaram em conjunto com os assessores externos ao longo de todas as etapas da transação.