Turismo fatura R$ 185 bilhões em 2025 e registra o maior resultado da história

Da redação de LexLegal
O turismo brasileiro alcançou em 2025 o maior faturamento já registrado desde o início da série histórica do setor. Entre janeiro e outubro, a movimentação econômica chegou a R$ 185 bilhões, consolidando um novo recorde e confirmando a sequência de crescimento observada nos últimos anos. Os dados são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O resultado representa uma alta de 6,4% em relação ao mesmo período de 2024 e marca o melhor desempenho desde que a entidade passou a acompanhar o setor, em 2011. Na prática, isso significa que atividades ligadas a viagens, hospedagem, transporte, alimentação e lazer movimentaram mais dinheiro do que em qualquer outro momento da última década e meia, mostrando a força do turismo como motor da economia brasileira.
O faturamento é calculado a partir do desempenho de diversos segmentos que compõem o setor turístico. Ele inclui desde companhias aéreas, hotéis e restaurantes até serviços de transporte terrestre, atividades culturais, eventos e passeios turísticos. Quando esse número cresce, indica que mais pessoas estão viajando, consumindo serviços e gerando renda e empregos em diferentes regiões do país.
O transporte aéreo de passageiros foi um dos grandes destaques de 2025. O setor faturou R$ 48 bilhões no acumulado de janeiro a outubro, com crescimento de 10,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O aumento reflete a retomada consistente das viagens de avião, impulsionada tanto pelo turismo doméstico quanto pela ampliação de rotas e pela maior circulação de passageiros em feriados e períodos de alta temporada.
Outro segmento que apresentou desempenho expressivo foi o de alimentação fora do lar, que engloba bares, restaurantes e serviços de catering. O faturamento chegou a R$ 28,3 bilhões nos dez primeiros meses do ano, crescimento de 6,2% frente a 2024. O dado mostra como o turismo impacta diretamente o comércio e os serviços locais, especialmente em cidades que recebem grande fluxo de visitantes.
O setor de alojamento, que inclui hotéis, pousadas e outros tipos de hospedagem, foi o que apresentou o maior crescimento percentual em 2025. O faturamento somou R$ 22,6 bilhões entre janeiro e outubro, alta de 11,2% na comparação anual. Esse avanço indica não apenas mais turistas circulando pelo país, mas também maior taxa de ocupação e possível aumento no valor médio das diárias.
O desempenho do turismo também foi forte quando analisado mês a mês. Outubro de 2025 registrou faturamento de R$ 19,4 bilhões, o maior já observado para o mês e um crescimento de 6,5% em relação a outubro de 2024. Foi o terceiro melhor resultado mensal de toda a série histórica, ficando atrás apenas de janeiro, que alcançou R$ 21,2 bilhões, e de julho, tradicionalmente um mês de férias escolares e alta temporada, com faturamento de R$ 19,7 bilhões.
Esses números reforçam que o turismo deixou de ser uma atividade concentrada apenas em períodos específicos do ano e passou a manter um ritmo mais constante de crescimento ao longo dos meses, com impactos econômicos distribuídos de forma mais equilibrada.
No recorte regional, o crescimento do faturamento foi ainda mais expressivo em alguns estados. O Rio Grande do Sul liderou a alta no acumulado de 2025, com avanço de 13,5%. Em seguida aparecem o Amazonas, com crescimento de 11,1%, e a Bahia, com 9,6%. Esses dados mostram que o fortalecimento do turismo não ficou restrito aos grandes centros tradicionais, mas alcançou diferentes regiões do país, inclusive destinos de natureza, cultura e turismo regional.
O desempenho positivo do setor também tem reflexos diretos no mercado de trabalho. O turismo é um dos ramos mais intensivos em mão de obra e envolve desde trabalhadores de baixa qualificação até profissionais especializados em hotelaria, aviação, eventos e gastronomia. Quando o faturamento cresce, tende a haver maior geração de empregos formais e informais, além de estímulo ao empreendedorismo local.
A FecomercioSP avalia que o resultado histórico de 2025 consolida uma trajetória de recuperação e expansão que vinha sendo construída desde o período pós-pandemia. O setor conseguiu se reorganizar, ampliar a oferta de serviços e aproveitar a demanda reprimida por viagens e lazer. Além disso, fatores como a valorização do turismo interno, a busca por destinos nacionais e o fortalecimento do turismo regional ajudaram a sustentar o crescimento.
Outro ponto relevante é o efeito multiplicador do turismo na economia. Cada real gasto por um visitante se espalha por diversos setores: transporte, alimentação, hospedagem, comércio, cultura e serviços. Isso explica por que o turismo costuma ser visto como uma atividade estratégica para o desenvolvimento econômico, especialmente em municípios que dependem fortemente dessa cadeia produtiva.
Mesmo com o cenário positivo, especialistas lembram que a manutenção desse ritmo depende de fatores como estabilidade econômica, infraestrutura adequada, segurança e políticas públicas voltadas ao estímulo do setor. Investimentos em aeroportos, estradas, qualificação profissional e promoção turística continuam sendo decisivos para sustentar o crescimento nos próximos anos.
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A leitura dos dados de 2025 indica que o turismo brasileiro não apenas se recuperou de choques recentes, mas entrou em uma nova fase de consolidação. O recorde de faturamento mostra um setor mais robusto, com maior capacidade de gerar renda, empregos e desenvolvimento regional. Se mantiver essa trajetória, o turismo tende a se firmar como uma das principais engrenagens da economia nacional nos próximos anos.