EUA anunciam plano em três fases para a Venezuela após queda de Maduro

Da redação de LexLegal
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo do presidente Donald Trump estruturou um plano em três etapas para a Venezuela após a retirada de Nicolás Maduro do poder por forças americanas no último sábado (3). Segundo o chefe da diplomacia dos EUA, a estratégia prevê, nesta ordem, estabilização do país, recuperação econômica e transição política.
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De acordo com Rubio, a prioridade inicial é evitar um cenário de desorganização institucional e social. Ele afirmou que o governo americano pretende assumir o controle de parte do petróleo venezuelano atualmente impedido de circular no mercado internacional em razão das sanções impostas por Washington. “O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que tudo descambe para o caos”, disse o secretário.
Rubio declarou que os Estados Unidos planejam tomar entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo e comercializá-los a preços de mercado, sem os descontos que vinham sendo aplicados pela Venezuela. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda seriam administrados sob supervisão americana. “Nós vamos determinar que esse recurso seja usado para benefício do povo venezuelano e não vá para a corrupção ou para o regime”, afirmou.
A segunda etapa do plano, chamada de recuperação, envolve a reabertura do mercado venezuelano a empresas dos Estados Unidos, do Ocidente e de outros países, sob critérios que Rubio classificou como justos. Nessa fase, o governo americano também pretende estimular um processo de reconciliação nacional, com anistia à oposição ao chavismo, libertação de presos políticos e retomada das atividades da sociedade civil.
Segundo o secretário, a terceira fase será dedicada à transição política. Ele afirmou que, ao final do processo, o futuro do país dependerá da decisão dos próprios venezuelanos. Rubio não entrou em detalhes sobre a realização de eleições nem sobre a forma prática de implementação da estratégia, alegando tratar-se de informações sensíveis.
Pouco depois das declarações do secretário de Estado, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que discutir um calendário eleitoral para a Venezuela ainda é “muito prematuro”. Na véspera, a atual presidente interina, Delcy Rodríguez, disse que não havia “agente externo” governando o país.
Rubio também mencionou que a estabilização envolve uma espécie de “quarentena” da Venezuela no mercado internacional, o que inclui a apreensão de navios petroleiros. Nesta quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram a retenção do petroleiro Marinera, anteriormente chamado Bella 1, que navega sob bandeira russa, além do navio Sophia, ambos ligados ao transporte de petróleo venezuelano.
A ação provocou reação do governo russo, que repudiou a apreensão e afirmou que a medida violou o direito marítimo internacional. Washington sustenta que a operação respeita as normas internacionais, sob a alegação de que as embarcações utilizavam bandeira falsa.
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Desde a captura de Nicolás Maduro em Caracas, o comando do país passou para a vice-presidente Delcy Rodríguez, conforme determinação da Suprema Corte venezuelana, controlada pelo chavismo. Ela assumiu a Presidência por um período inicial de 90 dias, passível de prorrogação.