BC pede à PF investigação sobre ataques ao Banco Central nas redes

BC pede à PF investigação sobre ataques ao Banco Central nas redes
Autoridade vê ação coordenada ligada à liquidação do Banco Master/Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicado em 07/01/2026 às 16:30

Da redação de LexLegal

O Banco Central decidiu acionar a Polícia Federal para apurar uma série de ataques considerados coordenados contra a instituição e seus diretores nas redes sociais, em meio à repercussão da liquidação do Banco Master. A avaliação interna é de que há disseminação de fake news e tentativa de descredibilizar a atuação da autoridade monetária. O pedido de investigação deve ser formalizado nos próximos dias.

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As publicações se intensificaram entre o Natal e o Ano Novo, período em que perfis de grande alcance passaram a questionar a condução do processo de liquidação do banco, apontando uma suposta rapidez excessiva na decisão e celebrando a iniciativa do Tribunal de Contas da União (TCU) de realizar uma inspeção sobre o caso.

Segundo apuração, os conteúdos circularam em perfis sem relação direta com o setor financeiro, incluindo contas ligadas a celebridades e influenciadores de temas políticos e comportamentais. Para o BC, esse padrão reforça a suspeita de atuação organizada.

Um dos exemplos citados é o perfil Diferentona, voltado ao público feminino e com mais de 3,3 milhões de seguidores, que publicou: “Eles acham que a gente é idiota. A revolta cresce após o Banco Central liquidar o Banco Master mesmo com propostas de compra na mesa. Agora, o TCU investiga a decisão e cobra explicações sobre prejuízos bilionários e falta de transparência”.

Outro perfil, chamado Alfinetei, direcionou críticas ao ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Dias Gomes. Em uma das postagens, afirmou: “Mais rápido que uma pizza: Renato Gomes liquida banco em 40 minutos e joga conta bilionário no seu colo.”

Em meio à repercussão, surgiu ainda uma denúncia pública feita pelo vereador de Erechim (RS), Rony Gabriel (PL-RS). Em postagem nas redes, ele declarou ter sido procurado em 20 de dezembro de 2025 por uma empresa de gerenciamento de reputação com o objetivo de produzir conteúdo negativo contra o Banco Central e estimular a inspeção do TCU sobre a liquidação do Master.

O vereador relatou que chegou a assinar um contrato de confidencialidade e recebeu uma proposta financeira, descrita por ele como um “bolo de dinheiro”, mas decidiu romper o acordo. “Fui procurado para dizer que o Banco Master era uma vítima do Banco Central. Só que a verdade não é essa, não vou fazer o vídeo com base numa mentira”, afirmou na publicação.

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Fontes próximas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, negam qualquer participação dele nas postagens e sustentam que o empresário também foi alvo de ataques nas redes. Procurado, Vorcaro não se manifestou oficialmente até o momento.

SÃO PAULO WEATHER