Moraes nega remoção hospitalar de Bolsonaro após queda em cela da PF

Moraes nega remoção hospitalar de Bolsonaro após queda em cela da PF
Bolsonaro permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após decisão do STF/Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Publicado em 07/01/2026 às 6:30

Da redação de LexLegal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (6) manter o ex-presidente Jair Bolsonaro sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e rejeitou o pedido de remoção imediata para atendimento hospitalar após uma queda ocorrida durante a madrugada. A decisão se apoia em avaliação médica realizada pela equipe da própria Polícia Federal, que apontou ferimentos leves e ausência de urgência clínica.

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No despacho, Moraes afirmou que o exame inicial não indicou gravidade que justificasse a transferência para um hospital. “O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, registrou o ministro ao fundamentar a negativa do pedido apresentado pela defesa.

Com base nessa análise, Moraes concluiu que não havia justificativa para a remoção imediata do ex-presidente da unidade policial. Segundo o ministro, o cenário descrito no laudo não apontou risco que demandasse atendimento externo emergencial, o que mantém o custodiado sob acompanhamento no local.

Ainda assim, a decisão abre a possibilidade de realização de exames médicos adicionais, desde que observadas condições específicas. Moraes mencionou orientação do médico particular de Bolsonaro no sentido de que o ex-presidente poderia realizar exames complementares, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.

O ministro também determinou que a defesa apresente a lista de exames considerados necessários, para que seja avaliada a viabilidade de execução dentro do sistema penitenciário. O objetivo, segundo o despacho, é verificar se os procedimentos podem ser realizados sem a necessidade de deslocamento do custodiado.

Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o marido teria passado por um episódio mais grave durante a madrugada. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu em publicação no Instagram.

Michelle também afirmou que o atendimento médico ocorreu apenas na manhã desta terça-feira, por volta das 9h, quando Bolsonaro foi chamado para a visita. Segundo ela, o intervalo se deu porque o quarto “permanece fechado”, o que teria retardado a avaliação inicial.

Em outra manifestação, a ex-primeira-dama disse que Bolsonaro não se lembrava “quanto tempo ficou desacordado” e apontou a necessidade de exames para apurar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.

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À imprensa, o médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico do ex-presidente, afirmou que Bolsonaro apresentou um “traumatismo leve”, sem detalhar a necessidade imediata de intervenção hospitalar externa.

SÃO PAULO WEATHER