Moraes nega remoção hospitalar de Bolsonaro após queda em cela da PF

Da redação de LexLegal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (6) manter o ex-presidente Jair Bolsonaro sob custódia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e rejeitou o pedido de remoção imediata para atendimento hospitalar após uma queda ocorrida durante a madrugada. A decisão se apoia em avaliação médica realizada pela equipe da própria Polícia Federal, que apontou ferimentos leves e ausência de urgência clínica.
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No despacho, Moraes afirmou que o exame inicial não indicou gravidade que justificasse a transferência para um hospital. “O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, registrou o ministro ao fundamentar a negativa do pedido apresentado pela defesa.
Com base nessa análise, Moraes concluiu que não havia justificativa para a remoção imediata do ex-presidente da unidade policial. Segundo o ministro, o cenário descrito no laudo não apontou risco que demandasse atendimento externo emergencial, o que mantém o custodiado sob acompanhamento no local.
Ainda assim, a decisão abre a possibilidade de realização de exames médicos adicionais, desde que observadas condições específicas. Moraes mencionou orientação do médico particular de Bolsonaro no sentido de que o ex-presidente poderia realizar exames complementares, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.
O ministro também determinou que a defesa apresente a lista de exames considerados necessários, para que seja avaliada a viabilidade de execução dentro do sistema penitenciário. O objetivo, segundo o despacho, é verificar se os procedimentos podem ser realizados sem a necessidade de deslocamento do custodiado.
Nas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o marido teria passado por um episódio mais grave durante a madrugada. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu em publicação no Instagram.
Michelle também afirmou que o atendimento médico ocorreu apenas na manhã desta terça-feira, por volta das 9h, quando Bolsonaro foi chamado para a visita. Segundo ela, o intervalo se deu porque o quarto “permanece fechado”, o que teria retardado a avaliação inicial.
Em outra manifestação, a ex-primeira-dama disse que Bolsonaro não se lembrava “quanto tempo ficou desacordado” e apontou a necessidade de exames para apurar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.
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À imprensa, o médico Cláudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico do ex-presidente, afirmou que Bolsonaro apresentou um “traumatismo leve”, sem detalhar a necessidade imediata de intervenção hospitalar externa.