Polícia investiga adega após morte de adolescente por suspeita de metanol

Da redação de LexLegal
A Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação em uma adega localizada em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, no contexto da investigação sobre a morte de uma adolescente de 15 anos. A jovem teria consumido bebida alcoólica adquirida no estabelecimento, com suspeita de adulteração por metanol.
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Durante a ação policial, o proprietário da adega acabou preso, mas por motivos distintos da investigação principal. Segundo a Polícia Civil, ele foi autuado por ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício. As autoridades apuram se as bebidas comercializadas no local estavam adulteradas e se houve relação direta com a morte da adolescente.
No interior do estabelecimento, os agentes apreenderam bebidas destiladas e 17 caixas contendo fogos de artifício. O material recolhido será analisado para verificar possíveis irregularidades e a presença de substâncias tóxicas.
A adolescente morreu no fim de semana após consumir bebidas alcoólicas durante as comemorações de Ano-Novo. A causa da morte ainda está sob apuração e depende do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que analisa amostras biológicas para confirmar eventual intoxicação por metanol.
De acordo com a Secretaria de Saúde de São Paulo, além desse caso, outras quatro mortes estão sob investigação em diferentes cidades do estado por suspeita de ingestão da substância. Um dos óbitos envolve um homem de 39 anos, morador de Guariba. Também são analisadas as mortes de uma pessoa de 31 anos em São José dos Campos e de duas pessoas residentes em Cajamar.
Até o momento, já foram confirmados 51 casos de ingestão de metanol em todo o estado de São Paulo, com 11 mortes registradas. Quatro dessas mortes ocorreram na capital paulista. Outras duas foram registradas em São Bernardo do Campo, três em Osasco, uma em Jundiaí e outra em Sorocaba.
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As investigações seguem em andamento para identificar a origem das bebidas suspeitas, eventuais responsáveis pela adulteração e possíveis falhas na fiscalização da comercialização de álcool.