Machado Meyer assessora PSP em aporte minoritário na Citrosuco

Machado Meyer assessora PSP em aporte minoritário na Citrosuco
Unidade industrial da Citrosuco, uma das maiores exportadoras globais de suco de laranja/Citrosuco
Publicado em 02/01/2026 às 10:30

Da redação de LexLegal

Machado Meyer Advogados assessorou o PSP Investments, fundo de pensão canadense, na aquisição de uma participação minoritária na Citrosuco S.A. Agroindústria, uma das maiores produtoras e exportadoras de suco de laranja do mundo. A transação foi assinada em 2 de dezembro de 2025 e envolveu múltiplas jurisdições, caracterizando uma operação internacional de grande complexidade jurídica.

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A operação foi estruturada como um contrato de compra e venda de participação societária, modalidade comum em transações de fusões e aquisições (M&A) quando o investidor busca ingressar no capital da empresa sem assumir o controle. Nesse tipo de negócio, o comprador passa a dividir riscos e resultados com os acionistas atuais, mantendo a governança pactuada nos acordos societários.

A Citrosuco era controlada até então pela Votorantim S.A. e pelo Grupo Fischer, e atua de forma verticalizada em toda a cadeia citrícola, desde o cultivo da laranja até o processamento industrial e a logística internacional. A empresa fornece suco de laranja e derivados a grandes fabricantes globais de bebidas e alimentos, com operações distribuídas em diferentes continentes.

Segundo as informações da operação, o investimento do PSP tem caráter estratégico e está alinhado a um plano de crescimento de longo prazo do grupo Citrosuco, que reúne mais de 20 empresas espalhadas por cerca de dez países. Fundos de pensão como o PSP Investments costumam buscar ativos reais e companhias com forte posição em cadeias globais de produção, como forma de diversificar portfólio e garantir retornos de longo prazo.

A assessoria do Machado Meyer envolveu a condução da due diligence jurídica — etapa em que são analisados riscos legais, regulatórios e contratuais da empresa-alvo —, além da negociação e redação dos documentos definitivos da transação. Por se tratar de um negócio cross-border, houve coordenação com escritórios estrangeiros em países como Estados Unidos, China, Holanda, Bélgica, Áustria e Japão.

O trabalho foi liderado pelo sócio José Virgilio Lopes Enei, com participação dos sócios Fernando Colucci e Debora Chaves Martines Fernandes, além de uma equipe ampla de advogados, incluindo Maria Eugenia Novis, Alexandra Bernardini Cantarelli, Augusto Gonçalves Barbosa, Camila Teixeira Fortes, Elaine Alves Barbosa, Henrique Santos Raupp, Julia Torres, Larissa Santiago Gebrim, Raphael Rodrigues Sore, Raphaella Gonçalves Oliveira Alves, Sara Patriarcha, Thais Ferreira Moreno e Vitória Jordão Galego do Amaral.

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Na operação, também atuaram outros escritórios jurídicos. O Trench Rossi Watanabe Advogados assessorou partes vendedoras. Além do sócio Daniel Facó, a equipe contou com o sócio Bruno von Dreifus e os associados Munique Isoppo, Catherine Shirazi, Beatriz Chagas Brandão, Beatriz Paz e Vinicius Lemos, do grupo Transacional, bem como com o sócio Francisco Negrão e os associados Igor Azevedo, Andrea Cruz e Amanda Kohler, do grupo de Antitruste e Comércio Internacional. O escritório Eskenazi Pernidji Advogados prestou assessoria à 4F Capital N.V., uma das acionistas envolvidas. No exterior, participaram escritórios como Freshfields, Davies, Linklaters e Nagashima Ohno & Tsunematsu.

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