Lefosse assessora Bradesco BBI em CRI da Tenda de R$ 300 milhões

Da redação de LexLegal
O Lefosse Advogados assessorou o Banco Bradesco BBI S.A. como coordenador líder na 513ª emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) da Opea Securitizadora S.A., operação que somou R$ 300 milhões e foi concluída no início de novembro de 2025. A oferta foi estruturada em série única e realizada no âmbito das regras atuais do mercado de capitais.
Leia também: Governo do RJ apresenta ao STF plano para retomar áreas dominadas pelo crime
Os CRIs são títulos de renda fixa lastreados em créditos imobiliários, mecanismo por meio do qual dívidas originadas no setor da construção e do mercado imobiliário são transformadas em valores mobiliários negociáveis. Na prática, esses créditos são cedidos à securitizadora, que emite os certificados e repassa aos investidores os fluxos de pagamento associados aos recebíveis.
Na operação CRI Tenda, o lastro está vinculado a direitos creditórios imobiliários originados da 13ª emissão de debêntures da Construtora Tenda S.A., realizada de forma privada e dividida em quatro séries. As debêntures funcionam como instrumentos de captação de recursos pelas empresas, semelhantes a empréstimos, nos quais o investidor se torna credor e recebe remuneração conforme as condições pactuadas.
Os recursos líquidos obtidos com a emissão dessas debêntures deverão ser integralmente direcionados às atividades da Tenda e de suas controladas, seja por meio de aumento de capital, adiantamento para futuro aumento de capital (AFAC), concessão de empréstimos internos, emissão de novas debêntures ou outras modalidades permitidas pela legislação. O objetivo é reforçar a estrutura financeira do grupo e apoiar suas operações no setor imobiliário.
A oferta pública seguiu os parâmetros estabelecidos pela legislação que rege o mercado de valores mobiliários, incluindo normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e resoluções do Conselho Monetário Nacional, que disciplinam a emissão e a distribuição desses títulos no mercado brasileiro.
A operação foi estruturada em um contexto de uso crescente da securitização como alternativa de financiamento para empresas do setor de construção, que buscam diversificar fontes de recursos e reduzir a dependência do crédito bancário tradicional, especialmente em cenários de maior seletividade no financiamento.
Veja também: Tempestades e direitos do consumidor: o que fazer em apagões e voos cancelados
A equipe do Lefosse Advogados envolvida no negócio foi liderada pela sócia Mariana Pollini, com atuação dos advogados Luis Bruno e Lara Maroni. O escritório prestou assessoria jurídica ao longo de toda a estruturação da operação, incluindo a análise do lastro, a documentação da emissão e a conformidade regulatória da oferta.