Polícia prende segundo suspeito de roubo de obras na Biblioteca Mário de Andrade

Da redação de LexLegal
A Polícia Civil de São Paulo prendeu o segundo homem suspeito de envolvimento no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido no início de dezembro, no centro da capital paulista. A prisão temporária foi efetuada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), responsável pela investigação do caso.
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Segundo a polícia, um terceiro suspeito já foi identificado e está sendo procurado. As diligências seguem em andamento para localizar o envolvido e tentar recuperar as peças levadas durante a ação criminosa.
O primeiro preso é Felipe dos Santos Fernandes Quadra, capturado no dia seguinte ao roubo. Ele foi identificado com base em imagens das câmeras de segurança da biblioteca e de outros equipamentos de monitoramento espalhados pela região central de São Paulo. O mesmo procedimento permitiu a identificação dos demais suspeitos.
Até o momento, nenhuma das obras subtraídas foi localizada. A polícia trabalha com a hipótese de que o grupo tenha agido de forma planejada, aproveitando o encerramento da exposição para executar o crime.
O roubo ocorreu no último domingo, dia 7, quando os criminosos levaram oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari. As peças integravam a exposição Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade, realizada no espaço cultural.
Durante a ação, os suspeitos renderam uma vigilante e um casal que visitava a biblioteca. Era o último dia da mostra. De acordo com a investigação, a abordagem foi rápida e não houve reação por parte das vítimas.
As imagens analisadas mostram que Quadra e outro suspeito recolheram as obras, colocaram-nas em sacolas e deixaram o prédio pela porta da frente, em poucos minutos. O modo de atuação reforçou a suspeita de que os envolvidos já conheciam a rotina do local.
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Diante da relevância das obras e do risco de que sejam levadas para fora do país, a Prefeitura de São Paulo acionou a Interpol. O objetivo é impedir a comercialização internacional das gravuras e ampliar o alcance das buscas.