Polícia prende segundo suspeito de roubo de obras na Biblioteca Mário de Andrade

Polícia prende segundo suspeito de roubo de obras na Biblioteca Mário de Andrade
Crime ocorreu durante exposição com gravuras de Matisse e Portinari; obras seguem desaparecidas/Divulgação/ Prefeitura de São Paulo
Publicado em 19/12/2025 às 15:30

Da redação de LexLegal

A Polícia Civil de São Paulo prendeu o segundo homem suspeito de envolvimento no roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido no início de dezembro, no centro da capital paulista. A prisão temporária foi efetuada pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), responsável pela investigação do caso.

Leia também: Reforma tributária e MEI: entenda os riscos sobre a competitividade

Segundo a polícia, um terceiro suspeito já foi identificado e está sendo procurado. As diligências seguem em andamento para localizar o envolvido e tentar recuperar as peças levadas durante a ação criminosa.

O primeiro preso é Felipe dos Santos Fernandes Quadra, capturado no dia seguinte ao roubo. Ele foi identificado com base em imagens das câmeras de segurança da biblioteca e de outros equipamentos de monitoramento espalhados pela região central de São Paulo. O mesmo procedimento permitiu a identificação dos demais suspeitos.

Até o momento, nenhuma das obras subtraídas foi localizada. A polícia trabalha com a hipótese de que o grupo tenha agido de forma planejada, aproveitando o encerramento da exposição para executar o crime.

O roubo ocorreu no último domingo, dia 7, quando os criminosos levaram oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari. As peças integravam a exposição Do Livro ao Museu: MAM São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade, realizada no espaço cultural.

Durante a ação, os suspeitos renderam uma vigilante e um casal que visitava a biblioteca. Era o último dia da mostra. De acordo com a investigação, a abordagem foi rápida e não houve reação por parte das vítimas.

As imagens analisadas mostram que Quadra e outro suspeito recolheram as obras, colocaram-nas em sacolas e deixaram o prédio pela porta da frente, em poucos minutos. O modo de atuação reforçou a suspeita de que os envolvidos já conheciam a rotina do local.

Veja também: A AGU, o pedido inexistente e a sabatina que não vem

Diante da relevância das obras e do risco de que sejam levadas para fora do país, a Prefeitura de São Paulo acionou a Interpol. O objetivo é impedir a comercialização internacional das gravuras e ampliar o alcance das buscas.

SÃO PAULO WEATHER