Tozzini e Machado Meyer atuam em negócio de energia solar da Petrobras

Da redação de LexLegal
A Petrobras deu um passo decisivo em sua estratégia de diversificação energética ao adquirir 49,99% de participação em um complexo de energia solar da Lightsource bp. O negócio envolve uma usina fotovoltaica, que já transforma luz solar em eletricidade comercialmente, e outros 14 projetos chamados de greenfield, termo técnico para empreendimentos que ainda estão no papel ou em fase inicial de construção. A transação marca o esforço da estatal em ampliar seu portfólio de renováveis e cumprir metas de neutralidade de carbono, buscando reduzir o impacto ambiental de suas operações globais.
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Estrutura jurídica e desafios regulatórios
O processo foi estruturado por meio de um acordo de investimento, modelo jurídico que permitiu à Petrobras injetar recursos para quitar dívidas anteriores da Lightsource bp. Essa engenharia financeira foi necessária para liberar os ativos de ônus bancários ligados à construção da primeira planta. Durante o período de due diligence, que é a auditoria detalhada feita para checar riscos e a saúde financeira dos ativos, as equipes jurídicas precisaram adaptar os contratos a mudanças legislativas na reforma do setor elétrico que ocorreram no meio das negociações.
Escritórios e advogados envolvidos
A operação contou com a assessoria do TozziniFreire Advogados no lado comprador (buy side), representando a Petrobras com os sócios Leonardo Miranda, Luiz Filipe Aranha e Ligia Pereira Schlittler, a conselheira Fabiana Pasmanik e os associados Thiago Rodrigues da Silva e Ana Carolina Porcionato. Já a vendedora Lightsource bp foi assessorada pelo Machado Meyer Advogados, com atuação do sócio Virgilio Lopes Enei e das associadas Marcella Duffles Amarante e Julia Souza Torres.
Contexto do setor de renováveis
A entrada da Petrobras nesse cluster, nome dado ao conjunto de projetos solares integrados, ocorre em um momento de consolidação das fontes limpas na matriz brasileira. O trabalho dos advogados focou em garantir que a estatal possa aproveitar as sinergias operacionais, ou seja, a eficiência ganha ao integrar novos ativos à estrutura já existente da companhia. A transação foi acompanhada por assessores internacionais, dado que a Lightsource bp possui sede no Reino Unido e o setor de energia segue padrões globais de governança.
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Impacto no mercado de fusões e aquisições
O movimento é visto por analistas como um sinal de reaquecimento para fusões e aquisições (M&A) no setor de infraestrutura. Ao optar por projetos que combinam operação imediata e potencial futuro de crescimento, a Petrobras mitiga riscos de implementação. O fechamento do negócio dependeu da superação de obstáculos burocráticos e da validação de que os 14 projetos em estágio inicial possuem viabilidade técnica e conexão garantida à rede de transmissão de energia elétrica nacional.