Demarest assessora criação de novo ETF BVBR11, focado em ações menos arriscadas da Bolsa

Da redação de LexLegal
O mercado de fundos de índice ganhou um novo produto com a estreia do BVBR11, estruturado pela Investo Gestão de Recursos e pela BTG Pactual Serviços Financeiros, com assessoria jurídica do Demarest Advogados. O ETF replica o Constância Fatores de Defensividade Index, um indicador desenhado para selecionar ações brasileiras com menor volatilidade, histórico consistente de dividendos e maior qualidade contábil, características que buscam reduzir riscos e preservar capital.
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A operação reforça a expansão dos ETFs temáticos no país. Esses fundos de índice permitem ao investidor comprar, de uma só vez, uma cesta de ações que seguem um indicador de mercado. No caso do BVBR11, o objetivo é refletir o desempenho de companhias consideradas mais resilientes em ciclos econômicos adversos, ao combinar múltiplos fatores como estabilidade financeira, política de dividendos e métricas de governança. Especialistas apontam que índices multifatoriais vêm ganhando espaço no Brasil por oferecerem uma exposição automatizada a estratégias antes restritas a fundos ativos de maior custo.
O novo ETF está listado na B3 e dá acesso automático a empresas de diversos setores, funcionando como um instrumento de diversificação instantânea. A metodologia desenvolvida pela Constância Participações utiliza filtros quantitativos para mitigar riscos comuns em mercados emergentes, como oscilações abruptas de preço e instabilidade setorial. A criação de índices focados em defensividade acompanha uma tendência internacional de crescimento de produtos voltados à proteção patrimonial, especialmente em ciclos de juros altos e incertezas macroeconômicas.
A operação jurídica foi conduzida pelo Demarest Advogados, que assessorou a estruturação completa do produto. O trabalho envolveu a análise regulatória, elaboração de documentos da oferta e alinhamento com as regras de fundos de índice no Brasil. Atuam no caso a sócia Mariane Kondo, o sócio André Novaski e os advogados Andressa Pires e Guilherme Regis.
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O BVBR11 se soma ao movimento de fortalecimento do mercado de ETFs de renda variável no país, que nos últimos anos registrou aumento de investidores pessoas físicas e maior participação de gestores independentes na criação de índices proprietários. A demanda por estratégias quantitativas, antes concentrada em fundos sofisticados, tem se expandido para o varejo por meio de produtos de baixo custo e fácil acesso. Para especialistas, a competitividade entre gestores na criação de índices tem impulsionado inovação e ampliado opções de portfólio para diferentes perfis de risco.