Greve nacional dos petroleiros começa na segunda após rejeição de proposta da Petrobras

Greve nacional dos petroleiros começa na segunda após rejeição de proposta da Petrobras
Assembleias em todo o país definiram pela greve nacional dos petroleiros a partir de segunda-feira/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 14/12/2025 às 10:00

Da redação de LexLegal

A categoria que atua no Sistema Petrobras decidiu entrar em greve a partir de 0h desta segunda-feira (15), após assembleias em diferentes estados rejeitarem a segunda contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O movimento é articulado por sindicatos que consideram insuficientes as respostas da companhia a demandas acumuladas nos últimos anos.

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Segundo as entidades, a proposta entregue pela Petrobras na terça-feira (9) falhou em atender três pontos que se tornaram centrais nas negociações: uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, reivindicações relacionadas ao plano de cargos e salários e a chamada pauta pelo Brasil Soberano, que defende a preservação da empresa como estatal estratégica.

A disputa envolvendo os PEDs é apontada como uma das mais sensíveis, já que compromete a renda de aposentados e pensionistas há quase três anos de tratativas. Para os sindicatos, o texto apresentado não trouxe garantias concretas nem caminhos de resolução.

O impasse também se estendeu às discussões sobre carreira e remuneração. Representantes dos trabalhadores afirmam que a recomposição salarial não deve estar subordinada a mecanismos de ajuste fiscal, pois afetaria a capacidade de retenção de profissionais e o desempenho operacional da companhia.

Em nota, a Petrobras declarou manter diálogo constante com as entidades sindicais e ressaltou que “apresentou uma nova proposta que contempla avanços para a categoria e espera concluir o novo acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais”. A empresa afirmou ainda respeitar o direito de manifestação e que adotará medidas de contingência se necessário para assegurar a continuidade das atividades essenciais.

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Na véspera da paralisação, aposentados e pensionistas retomaram a vigília no Edifício Senado (Edisen), sede da Petrobras no Rio de Janeiro, para pressionar por uma solução aos equacionamentos da Petros. A mobilização ocorre paralelamente a agendas em Brasília, onde representantes da categoria têm participado de reuniões com membros do governo e da Comissão Quadripartite, composta por Petrobras, Sest, Previc e entidades do Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros.

Os sindicatos afirmam que permanecem abertos à negociação, mas destacam que o resultado das assembleias demonstra forte adesão da categoria ao movimento grevista e disposição para manter a pressão até que avanços concretos sejam apresentados.


SÃO PAULO WEATHER