Flávio Dino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix após auditoria da CGU

Relatório aponta falhas graves em repasses a 20 municípios e STF cobra maior controle para 2026

Flávio Dino manda PF investigar novas irregularidades em emendas Pix após auditoria da CGU
STF determina investigação sobre uso de emendas Pix após relatório apontar falhas em repasses municipais/Valter Campanato/Agência Brasil
Publicado em 09/12/2025 às 8:30

Da redação de LexLegal

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal abra investigação sobre novas irregularidades identificadas no repasse de emendas individuais conhecidas como emendas Pix. A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União enviar ao STF um relatório de auditoria solicitado pelo próprio ministro, que atualmente conduz a ação que discute a transparência na aplicação desses recursos.

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Segundo a CGU, foram encontradas falhas relevantes no uso das verbas destinadas aos 20 municípios que mais receberam repasses em 2024, somando R$ 72,3 milhões. O órgão identificou problemas no acompanhamento dos gastos, na prestação de contas e nas compras realizadas com os valores transferidos. Para Dino, o cenário aponta para violações persistentes. Em sua decisão, o ministro afirmou que “tais auditorias por amostragem parecem indicar a permanência de um quadro generalizado de ilegalidades, com grave afronta às decisões do STF em tema tão relevante quanto o uso de dezenas de bilhões de reais do Orçamento da União”.

Além de acionar a PF, Dino determinou que a Controladoria apresente um plano de auditoria para 2026, abrangendo todas as regiões do país e priorizando áreas mais suscetíveis a desvios, como saúde e obras de asfaltamento. O objetivo é estruturar um monitoramento mais robusto e contínuo dos repasses.

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O caso está sob responsabilidade de Dino desde a aposentadoria da ministra Rosa Weber, relatora original da ação. Em fevereiro, o ministro homologou o plano de trabalho pelo qual o Congresso se comprometeu a identificar os parlamentares responsáveis pelas emendas e os beneficiários finais dos recursos. A decisão também permitiu o pagamento de emendas que estavam suspensas por determinações anteriores da Corte.

SÃO PAULO WEATHER