BMA e Pinheiro Neto atuam na compra da CPC pela ASUR por R$ 5 bilhões

Da redação de LexLegal
A operadora mexicana ASUR fechou acordo para adquirir 100% da Companhia de Participações em Concessões (CPC), braço de aeroportos da Motiva Infraestrutura. A operação, avaliada em R$ 5 bilhões, com valor de potencial econômico total estimado em R$ 13,7 bilhões, contou com a atuação de BMA Advogados, que representou a ASUR, e do Pinheiro Neto Advogados, que assessorou a Motiva.
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A CPC reúne participações em 20 aeroportos espalhados por Brasil, Equador, Costa Rica e Curaçao. Entre os ativos estão terminais estratégicos, como os aeroportos internacionais de Quito, Juan Santamaría (Costa Rica), Curaçao, Confins e Pampulha, além de diversos aeroportos incluídos nos blocos Sul e Central de concessões brasileiras.
Segundo informações divulgadas ao mercado, a empresa registrou EBITDA de R$ 2 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro de 2025, indicador que mede o desempenho operacional antes de impostos e amortizações, e possuía dívida líquida de R$ 6,3 bilhões no mesmo período.
A compra é vista como um passo decisivo na estratégia de expansão da ASUR na América Latina e no Caribe. Hoje presente em México, Colômbia e Porto Rico, a empresa passa a operar também no Brasil, o maior mercado de aviação da região, além de ampliar sua chegada a quatro novos países. Com o negócio, o grupo somará mais de 45 milhões de passageiros aos 71 milhões transportados em 2024, consolidando-se como um dos operadores aeroportuários mais relevantes do continente.
Do total de 20 aeroportos adquiridos, 17 têm mais de 15 anos restantes de concessão, elemento considerado crucial para investidores de infraestrutura devido à previsibilidade de receita de longo prazo. A conclusão da operação está prevista para o primeiro semestre de 2026 e depende de condições usuais para transações desse porte, como aprovação de autoridades concorrenciais e regulatórias.
Equipes jurídicas envolvidas
O BMA Advogados, que representou a ASUR, atuou com uma força-tarefa multissetorial composta por:
- M&A: sócios Amir Bocayuva Cunha e Hélio Alvarez Sales da Cunha; associados Raul Rinaldo Baptista, Gustavo Dal Cortivo e Elena Amorim Sicherle.
- Infraestrutura: sócia Ana Cândida de Mello Carvalho; associados Juliana Yuka Suzuki e Caíque Ribeiro de Carvalho.
- Due Diligence: sócia Adriana Augusta Dib Fuzinato; associados Thais Xavier, Estêvão Nascimento Orcini, Thais Maria Dias de Oliveira e Vinícius Rodrigues da Silva Alves.
- Tributário: Felipe de Albuquerque Destri e João Victor Bueno de Sousa.
- Concorrencial: sócia Camilla Paoletti; associada Lea Jenner de Faria.
- Ambiental: sócia Fernanda Abreu Tanure; associados Marina da Silva Pinto Maciel e Caio Leonardo de Figueiredo Gomes.
- Compliance: sócia Anna Carolina Malta Spilborghs; associados Luis Marcelo Abdalla De Carvalho Jaued, Mariana de Souza Carvalho e Jean Daniel Demattio Jaldin.
- Imobiliário: Gustavo Emanuel Cavaliere Rose.
- Financeiro e Mercado de Capitais: Alexandre Roscoe Lindenberg e Beatriz Camargo Ferrari.
- Contencioso: sócio Gustavo Santos Kulesza; associada Luiza Romanó Pedroso.
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O Pinheiro Neto Advogados, assessor da Motiva, atuou com os sócios Fernando Meira, Fernando dos Santos Zorzo e Gustavo Crêdo, além do counsel Gustavo Carneiro de Albuquerque, da senior associate Camila Otani Nishi e dos associados Camila Ramenzoni Barone e Gabriel Pimentel Tavares Rodrigues.
A ASUR também contou com escritórios locais nos demais países envolvidos:
Robles Miaja (México), Deloitte (Costa Rica), CorralRosales (Equador) e DCON Law (Curaçao).