Previsões do mercado no Boletim Focus mantêm PIB de 2025 em 2,16% e inflação em 4,55%

Da redação de LexLegal
As estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos de 2025 permaneceram estáveis na edição desta segunda-feira (10) do Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC). As projeções mostram que analistas mantêm um cenário de crescimento moderado, inflação resistente e juros elevados no horizonte de médio prazo.
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A previsão para o PIB deste ano segue em 2,16%. Para 2026, o mercado projeta avanço de 1,78%. Nos anos seguintes, o boletim indica crescimento de 1,88% em 2027 e de 2% em 2028. Os números refletem o ritmo mais lento da economia após o desempenho do segundo trimestre, quando o PIB cresceu 0,4% impulsionado pelos setores de serviços e indústria. Em 2024, o país registrou alta de 3,4%, o quarto ano consecutivo de expansão, a maior desde 2021.
O câmbio também permanece sem alterações no Focus. A projeção para o dólar ao fim de 2025 está fixada em R$ 5,41. Para o encerramento de 2026, a estimativa é de R$ 5,50.
Inflação persiste acima da meta
A inflação oficial, medida pelo IPCA, teve projeção mantida em 4,55% para 2025, patamar ainda acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (3%, com intervalo de 1,5 ponto percentual). Para 2026, o índice esperado continua em 4,2%. As projeções para 2027 e 2028 são de 3,8% e 3,5%. Os dados refletem a pressão de itens como energia elétrica, que influenciou o resultado de setembro, quando o IPCA avançou 0,48%. Em 12 meses, o índice acumula 5,17%, segundo o IBGE.
Selic elevada por mais tempo
A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, tende a permanecer em nível alto ao longo de 2025. O mercado espera que a Selic encerre o próximo ano nesse patamar. Para 2026, a projeção é de queda para 12,25%. Em 2027 e 2028, as previsões indicam novas reduções, para 10,5% e 10% ao ano. Na ata mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou que pode elevar a taxa “caso julgue apropriado”, citando incertezas no cenário internacional e a persistência da inflação doméstica acima da meta.
Juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo, além de influenciarem decisões de investimento. A elevação da Selic é usada para esfriar a demanda e conter pressões inflacionárias, mas a política monetária afeta também o ritmo de crescimento, já que instituições financeiras consideram risco de inadimplência, lucro e custos administrativos na definição das taxas finais ao consumidor.
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A tendência oposta ocorre quando a taxa cai: o crédito tende a ficar mais barato, estimulando produção, consumo e atividade econômica, com impacto sobre o controle da inflação.