Degradação do solo já afeta 1,7 bilhão de pessoas no mundo, alerta FAO

Degradação do solo já afeta 1,7 bilhão de pessoas no mundo, alerta FAO
FAO alerta que a degradação do solo ameaça a produção de alimentos e já impacta 1,7 bilhão de pessoas no mundo/Fernando Frazão/Agência Brasil
Publicado em 07/12/2025 às 11:49

Da redação de LexLegal

A deterioração acelerada do solo agrícola já compromete a produção de alimentos para cerca de 1,7 bilhão de pessoas em todo o mundo, segundo novo relatório da FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. A entidade afirma que a pressão humana — como desmatamento, pastoreio excessivo e práticas agrícolas e de irrigação insustentáveis — tornou-se o principal motor da perda de qualidade da terra.

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O fenômeno, de caráter global, atinge sobretudo regiões de agricultura familiar e comunidades em situação de alta vulnerabilidade socioeconômica. A FAO destaca que a recuperação de apenas 10% das áreas degradadas seria suficiente para alimentar 154 milhões de pessoas adicionais por ano, mostrando o impacto direto da conservação do solo na segurança alimentar e no combate à fome.

Entre as principais estratégias recomendadas estão a rotação de culturas e o uso de culturas de cobertura, que protegem e enriquecem o solo entre as safras, evitando erosão, melhorando a fertilidade e aumentando a produtividade futura.

No caso do Brasil, o relatório afirma que o país combina regulação pública com iniciativas do setor privado. Exemplos citados incluem:

  • Moratória da soja e moratória da carne, que restringem a compra de produtos provenientes de áreas recém-desmatadas na Amazônia;
  • Cotas de reserva ambiental em Mato Grosso, sistema que permite a venda de créditos por proprietários com vegetação nativa excedente, incentivando a preservação e a restauração florestal.

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Segundo a FAO, medidas desse tipo complementam a legislação oficial, ajudam a reduzir o desmatamento e fortalecem a governança ambiental.

SÃO PAULO WEATHER