Operação da Polícia Civil do Rio prende 690 pessoas e recupera mais de 10 mil celulares

Operação da Polícia Civil do Rio prende 690 pessoas e recupera mais de 10 mil celulares
Policiais civis do Rio de Janeiro durante o “Dia D” da Operação Rastreio, que prendeu 690 pessoas e recuperou mais de 10 mil celulares/PCRJ/Divulgação
Publicado em 24/10/2025 às 8:05

Da redação de LexLegal

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou a maior ofensiva já registrada contra roubo, furto e receptação de celulares no estado. A ação, batizada de Dia D da Operação Rastreio, mobilizou dezenas de equipes com o objetivo de desarticular a rede criminosa envolvida no comércio ilegal de aparelhos e recuperar os dispositivos roubados. Desde o início da operação, mais de 690 pessoas foram presas, mais de 10 mil celulares foram recuperadosmil estabelecimentos comerciais fiscalizados e oito lojas interditadas por irregularidades.

Leia também: STF confirma poder investigativo do Ministério Público e validade do Gaeco no Rio

A operação é parte de um esforço contínuo das autoridades para reduzir o mercado clandestino de celulares e responsabilizar tanto os autores dos furtos e roubos quanto os receptadores — aqueles que compram e revendem produtos de origem ilícita. De acordo com a Polícia Civil, a segunda fase da Operação Rastreio começou na segunda-feira (20) e se concentrou na localização dos usuários que compraram aparelhos com registro de furto. Mais de 4.200 pessoas foram intimadas a entregar os dispositivos nas delegacias, dentro de um prazo de 72 horas, evitando, assim, serem responsabilizadas criminalmente por receptação.

Os aparelhos recuperados passam por perícia técnica para identificação de origem e análise de provas que possam auxiliar em outros inquéritos. Os proprietários legítimos estão sendo localizados para receber os bens de volta. Segundo dados da corporação, 2.800 celulares já foram devolvidos aos donos.

O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, destacou a importância da conscientização da população ao comprar aparelhos usados.
“Esses celulares podem ter custado a vida de alguém. É preciso se conscientizar na hora de adquirir um celular de segunda mão. É preciso verificar se há alguma restrição. Todo cidadão pode usar o número de IMEI do aparelho e fazer a pesquisa no aplicativo Celular Seguro”, afirmou.

IMEI (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) é um código único de cada aparelho, que permite rastrear sua origem e verificar se há registros de roubo ou furto. Essa informação pode ser consultada no aplicativo Celular Seguro RJ, lançado pela Polícia Civil em julho deste ano. O sistema funciona como um banco de dados integrado, permitindo que o usuário registre o IMEI e consulte, em tempo real, se o aparelho apresenta restrições nas bases da Polícia Civil e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O aplicativo também facilita o bloqueio imediato em caso de roubo, dificultando a revenda ilegal e fortalecendo a política de rastreamento. Disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos, a ferramenta é considerada uma inovação importante no combate à criminalidade e no reforço da segurança pública.

As autoridades reforçam que a receptação de produtos de origem criminosa é crime, previsto no artigo 180 do Código Penal, com pena que pode chegar a quatro anos de prisão. A Polícia Civil recomenda que consumidores sempre exijam nota fiscal e verifiquem o histórico do aparelho antes da compra.

Veja também: Empresas brasileiras ampliam investimento social e destinam R$ 6,2 bi em 2024

A Operação Rastreio segue em andamento e novas fases estão previstas para os próximos meses, com foco em grandes centros de revenda e comércio eletrônico. O objetivo, segundo o governo do estado, é ampliar a integração tecnológica e reduzir o incentivo ao furto de celulares, um dos crimes mais recorrentes nas grandes cidades brasileiras.

SÃO PAULO WEATHER