Justiça decreta prisão de influenciador “Capitão Hunter” por suspeita de abuso infantil

Da redação de LexLegal
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) decretou a prisão temporária de João Paulo Manoel, de 45 anos, conhecido nas redes sociais como Capitão Hunter. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e aceito pela 1ª Vara Especializada de Crimes Contra a Criança e o Adolescente.
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O influenciador é suspeito de estupro de vulnerável e produção de conteúdo pornográfico infantil. Na quarta-feira (22), ele havia sido preso em São Paulo pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), com o apoio da Polícia Civil paulista.
De acordo com o MPRJ, o caso veio à tona após a mãe de uma menina de 11 anos denunciar o homem em setembro. Ela apresentou mensagens trocadas nas redes sociais entre a filha e Manoel, nas quais o influenciador fazia pedidos de cunho sexual e oferecia produtos da franquia Pokémon em troca de fotos íntimas.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio, o acusado prometeu acompanhar a criança em jogos e enviou imagens inapropriadas para a vítima. Conversas gravadas pela menina confirmaram o comportamento do influenciador. A investigação também identificou um segundo caso, envolvendo um menino de 11 anos, abordado de forma semelhante.
As contas de Capitão Hunter foram retiradas do ar após sua prisão. A defesa do influenciador não foi localizada até o fechamento desta reportagem.
Com mais de 1 milhão de seguidores, Manoel é conhecido por criar conteúdos sobre games e animações, principalmente da franquia Pokémon. Seu público é formado, em grande parte, por crianças e adolescentes, e ele também administra uma loja virtual de produtos relacionados.
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A prisão temporária tem validade inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada conforme o avanço das investigações. O caso é investigado como crime de exploração sexual infantil e aliciamento digital de menores. Com informações da Agência Brasil.