Câmara vota hoje urgência de projeto que proíbe cobrança por bagagem de mão

Câmara vota hoje urgência de projeto que proíbe cobrança por bagagem de mão
Projeto de lei quer garantir o transporte gratuito de bagagem de mão em voos comerciais e impedir tarifas restritivas impostas por companhias aéreas/Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicado em 21/10/2025 às 10:00

Da redação de LexLegal

O presidente da Câmara dos DeputadosHugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que colocará em votação nesta terça-feira (21) o pedido de urgência do Projeto de Lei (PL) 5041/2025, que proíbe a cobrança de bagagem de mão por companhias aéreas. Se a urgência for aprovada, o texto poderá seguir direto ao plenário, sem precisar tramitar pelas comissões temáticas da Casa.

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“Alerta da semana: vamos votar a urgência do PL 5041/25, que proíbe a cobrança de bagagem de mão no avião. Também inseri na pauta projetos de Segurança Pública, como o aumento da pena de homicídio contra agentes públicos (PL 4176/25) e o que dificulta o retorno de criminosos reincidentes para as ruas (PL 226/24). As matérias de combate à violência foram consenso entre os secretários de Segurança do Brasil, que trouxeram essas demandas”, escreveu o parlamentar em uma rede social.

O que propõe o projeto

De autoria do deputado Da Vitoria (Progressistas-ES), o PL 5041/25 — conhecido como “PL das Bagagens” — estabelece que as companhias aéreas ficam proibidas de oferecer tarifas que excluam ou limitem o direito do passageiro de transportar gratuitamente bagagem de mão.

O texto garante ao viajante o direito de levar consigo uma mala de cabine e um item pessoal, como bolsa, mochila ou pasta, sem cobrança adicional, desde que respeitados os limites de peso e dimensão fixados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A mala de mão deverá ser acomodada no compartimento superior da aeronave, e o item pessoal, sob o assento dianteiro do passageiro.

Reação à nova política das companhias aéreas

A votação ocorre em meio à reação pública à decisão de empresas aéreas que criaram uma nova categoria de tarifa “básica”, com restrição ao transporte gratuito de bagagem de mão. As companhias Gol e Latam já anunciaram a adoção do modelo, enquanto a Azul afirmou que não cobrará pela bagagem de mão em voos internacionais.

Na semana passada, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, notificou Gol e Latam para que expliquem a nova política comercial e o nível de transparência oferecido aos passageiros.

Em nota, a Senacon reconheceu que as empresas podem estar legalmente amparadas, mas avaliou que a prática não gera benefícios ao consumidor e precisa ser revista.

Posição da Anac

Anac também enviou ofícios às companhias aéreas solicitando esclarecimentos sobre as novas tarifas. O presidente da agência, Tiago Faierstein, explicou que não há cobrança de bagagem de mão em voos domésticos, e que a distinção feita atualmente diz respeito apenas a mochilas pequenas e malas de até 10 quilos.

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A agência informou que está elaborando estudos técnicos para subsidiar um novo projeto de lei no Congresso Nacional, com o objetivo de criar uma regulação equilibrada, que preserve os direitos dos passageiros e mantenha a competitividade das companhias aéreas.

SÃO PAULO WEATHER