Cármen Lúcia defende mais mulheres no STF, mas evita pedir a Lula indicação

Cármen Lúcia defende mais mulheres no STF, mas evita pedir a Lula indicação
Cármen Lúcia durante evento no Sesc Pinheiros, em São Paulo, reafirma defesa por mais mulheres no STF, mas evita pedir nomeação diretamente a Lula/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicado em 17/10/2025 às 14:00

Da redação de LexLegal

Durante evento realizado na noite desta quinta-feira (16), em São Paulo, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que não fará um pedido direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escolha do novo ministro da Corte, após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

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Em fala durante o evento “Sempre um Papo”, no Sesc Pinheiros, a ministra ressaltou que mantém há anos uma posição clara em defesa de maior representatividade feminina no Supremo, mas ponderou que não cabe a ela se manifestar sobre um processo interno da própria instituição.

Eu não posso me manifestar por uma coisa que é da minha casa. Se eu fizer um pedido dirigido ao presidente da República, amanhã ele pode pedir alguma coisa à juíza”, disse Cármen Lúcia ao ser questionada sobre o tema.

Ela completou: “Todos sabem a minha posição sobre a questão das mulheres [no STF], mas não [falo] em específico. Juiz não pede porque não pode receber, na minha compreensão.”

Aposentadoria de Barroso abre nova vaga no Supremo

aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (15). O ministro, que presidia o STF desde setembro de 2023, deixará oficialmente o cargo neste sábado (18).

Com a saída, cabe ao presidente Lula indicar o novo integrante do Supremo, que será sabatinado pelo Senado antes da nomeação definitiva. Não há prazo legal para a escolha, mas a definição é aguardada com expectativa no meio jurídico e político.

Representatividade feminina e tradição de nomeações

Desde a criação do Supremo, apenas três mulheres ocuparam cadeiras na CorteEllen Gracie, nomeada em 2000; Rosa Weber, em 2011; e Cármen Lúcia, que assumiu em 2006. Com a saída de Rosa Weber em 2023, Cármen passou a ser a única mulher entre os 11 ministros.

O tema da diversidade de gênero no STF voltou ao centro do debate político, especialmente após as últimas indicações do governo Lula priorizarem perfis masculinos e jurídicos consolidados.

Expectativa sobre a nova indicação

Nos bastidores de Brasília, nomes como ministro Flávio Dinosubprocuradora Elizeta Ramos e advogado-geral da União Jorge Messias são apontados como possíveis indicados. A decisão, contudo, dependerá de fatores políticos, técnicos e de representatividade.

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Lula já declarou em entrevistas que “não há pressa” para escolher o substituto de Barroso, mas que a escolha será pautada por “competência e compromisso com a democracia”.

SÃO PAULO WEATHER