Casos de intoxicação por metanol sobem para 29 no Brasil, diz Ministério da Saúde

Casos de intoxicação por metanol sobem para 29 no Brasil, diz Ministério da Saúde
Brasil registra 29 casos confirmados de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas; cinco mortes ocorreram em São Paulo, segundo o Ministério da Saúde/Freepik
Publicado em 11/10/2025 às 11:48

Da redação de LexLegal

Ministério da Saúde confirmou que o Brasil registra 29 casos de intoxicação por metanolassociados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas, cinco a mais do que no balanço anterior divulgado na quarta-feira (8). A maior parte das ocorrências está concentrada no estado de São Paulo, que contabiliza 25 confirmações, seguido por Paraná (3) e Rio Grande do Sul (1).

Ao todo, 217 notificações seguem em investigação, número inferior ao do relatório anterior, que apontava 235 casos suspeitos. Paralelamente, o número de suspeitas descartadas aumentou para 249, indicando avanço nas análises laboratoriais conduzidas pelas autoridades sanitárias.

Distribuição dos casos e estados em alerta

De acordo com o levantamento, apenas três estados têm casos confirmados de intoxicação por metanol — São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul —, mas outros 13 monitoram situações suspeitas.

O estado de São Paulo concentra 160 notificações em análise, o que equivale a 73,7% do total nacional. Em seguida aparecem Pernambuco (31 casos sob investigação)Rio Grande do Sul (4)Mato Grosso do Sul (4)Piauí (4)Rio de Janeiro (3)Espírito Santo (3)Goiás (2), além de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rondônia, com uma notificação cada.

As autoridades estaduais têm reforçado as ações de vigilância sanitária e rastreamento de lotes de bebidas clandestinas, especialmente em bares, pequenas distribuidoras e pontos de venda informal.

Mortes e casos em investigação

O novo boletim do Ministério da Saúde informou que o número de mortes confirmadas permanece em cinco, todas registradas em São Paulo. Os óbitos ocorreram em decorrência de falência múltipla de órgãos e parada respiratóriacausadas pela ingestão de bebidas adulteradas com metanol, substância tóxica frequentemente utilizada de forma ilegal para aumentar o teor alcoólico de destilados.

Atualmente, há 12 mortes em investigação, um caso a mais do que o registrado no último balanço. As notificações sob análise estão distribuídas entre Ceará (1), Minas Gerais (1), Mato Grosso do Sul (1), Pernambuco (3) e São Paulo (6).

O risco do metanol e a atuação das autoridades

metanol é um álcool altamente tóxico, utilizado industrialmente como solvente e combustível, e inadequado para consumo humano. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira, danos neurológicos e morte. Segundo especialistas, o risco aumenta em períodos de produção clandestina de bebidas e durante festas regionais, quando cresce a circulação de produtos sem registro sanitário.

O Ministério da Saúde afirmou que mantém articulação com os estados e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para identificar as origens das bebidas contaminadas e reforçar campanhas de alerta à população. As autoridades recomendam comprar apenas produtos com selo fiscal e registro válido, e procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas como náusea, tontura, visão turva e dificuldade respiratóriaapós o consumo de bebidas alcoólicas.

Ações de investigação e prevenção

Equipes de vigilância epidemiológica estaduais e municipais estão realizando coletas de amostrasrastreamento de distribuidores e interdições de estabelecimentos suspeitos de comercializar bebidas irregulares. Em São Paulo, o Instituto Adolfo Lutz lidera as análises laboratoriais, enquanto a Anvisa atua no cruzamento de dados sobre fornecedores e rotas de distribuição.

A meta do governo federal é ampliar a fiscalização e o controle sobre o comércio informal de bebidas, além de fortalecer a comunicação de risco à população, sobretudo em regiões com maior número de casos suspeitos.

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