Metanol em bebidas adulteradas: o que diz a lei, os riscos, sintomas e como identificar adulteração

Metanol em bebidas adulteradas: o que diz a lei, os riscos, sintomas e como identificar adulteração
Terceira morte por suspeita de metanol em bebidas na Grande SP reacende alerta sobre riscos e formas de identificação/Freepik
Publicado em 30/09/2025 às 6:00

Da redação de LexLegal

A confirmação da terceira morte na Grande São Paulo por suspeita de ingestão de bebida contaminada com metanol, anunciada nesta segunda-feira (29), reacendeu o alerta sobre os riscos desse composto químico quando consumido por seres humanos. O metanol é um dos principais insumos da indústria química, usado na fabricação de solventes e adesivos, mas é altamente tóxico: mesmo pequenas quantidades podem causar sequelas graves ou levar à morte.

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Para ajudar consumidores a compreender os riscos, as autoridades reforçam informações sobre o que é o metanol, como ele difere do etanol, quais os sintomas de intoxicação e como identificar possíveis adulterações em bebidas.

O que é o metanol e para que serve

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o metanol é um álcool simples (CH₃OH), líquido à temperatura ambiente, obtido principalmente a partir do gás natural. Ele é um insumo fundamental da indústria química, utilizado na produção de solventes, pisos, revestimentos e adesivos.

Regulação e riscos

Por conta de sua toxicidade, do risco de adulteração de combustíveis e da ameaça à saúde pública, a movimentação e o armazenamento do metanol estão sujeitos a regras rígidas da ANP, que exigem registro e controle rigoroso.

etanol, ao contrário, é produzido pela fermentação de açúcares de matérias-primas como cana-de-açúcar, milho, trigo e sorgo. É o álcool presente em bebidas alcoólicas e, em doses moderadas, seguro para consumo humano.

Bebidas adulteradas: o que diz a lei

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), bebida alcoólica adulterada é aquela que foge ao padrão legal, com composição modificada de forma irregular. Isso pode ocorrer por adição, retirada ou substituição de ingredientes, o que expõe o consumidor a riscos graves.

O metanol não pode ser adicionado a nenhuma bebida, mas pode estar presente em traços mínimos, inevitáveis em processos de fermentação, sem representar riscos quando dentro dos limites residuais estabelecidos pelo MAPA.

Como identificar suspeita de adulteração

Procon-SP recomenda atenção redobrada a indícios de irregularidades:

  • Preços muito abaixo do mercado;
  • Embalagens mal vedadas ou com tampas e lacres desalinhados;
  • Rótulos tortos, desgastados ou com erros de ortografia;
  • Logos alterados ou inconsistentes;
  • Ausência de informações obrigatórias como CNPJ, endereço do fabricante, distribuidor ou número de lote.

Esses sinais podem indicar falsificação ou adulteração. O órgão alerta que testes caseiros, como cheirar, provar ou queimar a bebida, não são eficazes nem seguros.

Sintomas de intoxicação por metanol

Os efeitos podem surgir pouco tempo após a ingestão. Os principais sintomas são:

  • Visão turva
  • Dor de cabeça intensa
  • Náusea
  • Tontura
  • Rebaixamento do nível de consciência

Esses sinais exigem atendimento médico imediato, já que a intoxicação pode evoluir para insuficiência respiratória, cegueira permanente ou morte.

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Em qualquer situação de suspeita, a orientação é procurar imediatamente um pronto-socorro. Autoridades reforçam que a rapidez no atendimento é determinante para reduzir os riscos de sequelas graves.

SÃO PAULO WEATHER