STF desbloqueia redes sociais de Carla Zambelli, presa na Itália

STF desbloqueia redes sociais de Carla Zambelli, presa na Itália
Ministro Alexandre de Moraes determinou desbloqueio das redes sociais de Carla Zambelli, que segue presa na Itália/Lula Marques/ Agência Brasil
Publicado em 25/09/2025 às 15:53

Da redação de LexLegal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (25) o desbloqueio das redes sociais da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar está presa em Roma, na Itália, onde aguarda a decisão sobre o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.

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Segundo Moraes, a medida cautelar de bloqueio das contas não se justifica mais porque o processo criminal que tramitava no Brasil já foi encerrado. No entanto, o ministro impôs uma multa diária de R$ 20 mil caso a deputada volte a publicar conteúdos classificados como desinformação, discurso de ódio ou ataques à democracia.

A decisão libera o acesso de Zambelli a plataformas como Meta (Facebook e Instagram), Telegram, X (antigo Twitter), LinkedIn, TikTok, Getter e YouTube.

Prisão na Itália e acusação no Brasil

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma quando tentava fugir do cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo STF. O episódio está ligado às investigações sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que teria resultado na emissão fraudulenta de um mandado de prisão contra o próprio Moraes.

De acordo com a Polícia Federal, Zambelli teria sido a autora intelectual do ataque cibernético, que foi executado pelo hacker Walter Delgatti, já condenado e que confessou ter agido a mando da parlamentar.

Após a fuga da deputada, o STF oficializou o pedido de extradição em 11 de junho. O processo foi encaminhado pelo Itamaraty às autoridades italianas, que ainda analisam o caso.

Processo de cassação na Câmara

Paralelamente às investigações criminais, Carla Zambelli também responde a um processo de cassação do mandato na Câmara dos Deputados. Nesta semana, ela prestou depoimento, por videoconferência, à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Durante a oitiva, negou envolvimento direto na invasão dos sistemas do CNJ.

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A situação da parlamentar segue indefinida: enquanto aguarda decisão sobre a extradição na Itália, sua permanência no cargo de deputada será decidida pelo Legislativo brasileiro.

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