Haddad fica no Brasil para acompanhar reforma do IR; Padilha enfrenta restrição de visto nos EUA

Haddad fica no Brasil para acompanhar reforma do IR; Padilha enfrenta restrição de visto nos EUA
Haddad permanece no Brasil para acompanhar votação da reforma do IR, enquanto Padilha enfrenta restrições de visto impostas pelos EUA/Rovena Rosa/Agência Brasil
Publicado em 20/09/2025 às 8:00

Da redação de LexLegal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira (19) que não participará da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para 22 a 26 de setembro em Nova York. O motivo é a expectativa de que a Câmara dos Deputados coloque em votação o projeto de reforma do Imposto de Renda.

“Eu vou permanecer no Brasil em virtude dessa possibilidade. Nós entendemos que, possivelmente, os líderes se reúnam na Câmara [dos Deputados] para julgar a conveniência e a oportunidade de levar a plenário na semana que vem. Eu estou ficando [no Brasil] um pouco em função disso”, afirmou Haddad em entrevista em São Paulo.

O projeto prevê isenção para quem ganha até R$ 5 mil e redução parcial do imposto para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Caso aprovado, segundo estudo do Dieese, o número de trabalhadores isentos passará de 10 milhões para 20 milhões, enquanto outros 16 milhões terão redução na carga tributária. Hoje, apenas quem recebe até R$ 3.036 mensais está livre da cobrança.

Em agosto, a Câmara aprovou por unanimidade o requerimento de urgência, que permite levar a proposta diretamente ao plenário.

Restrição de visto para Padilha

A ausência na ONU também será marcada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo nota da pasta, ele decidiu não integrar a comitiva brasileira depois de os Estados Unidos imporem restrições ao visto concedido.

O documento autorizava apenas deslocamentos restritos do hotel para a sede da ONU e para unidades médicas em caso de emergência. Em agosto, o governo Trump já havia cancelado os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Padilha. Na ocasião, o ministro estava com o visto vencido desde 2024, o que inviabilizava cancelamento formal.

As restrições se inserem no atual contexto de tensões diplomáticas entre o Brasil e os EUA durante o segundo mandato de Donald Trump, e devem repercutir no discurso que o presidente Lula fará na abertura da Assembleia Geral da ONU.

SÃO PAULO WEATHER