Justiça mantém Torcida Jovem do Flamengo afastada dos estádios por mais dois anos

Da redação de LexLegal
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que a Torcida Jovem do Flamengo continue proibida de frequentar estádios de futebol por mais dois anos. A decisão, publicada pelo Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, atinge todos os associados e membros da organizada, impedindo a presença em qualquer evento esportivo, de qualquer time.
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O juiz responsável levou em consideração um relatório do Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar do Rio, que apontou o envolvimento de torcedores uniformizados em tumultos, roubos, invasões de ônibus, violência em estações de trem e confrontos registrados em 31 de agosto de 2025.
Termo de Ajustamento rejeitado
A Torcida Jovem havia firmado, no fim de agosto, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público e o Bepe, com a expectativa de retornar aos estádios. O acordo previa medidas de responsabilidade e monitoramento, mas foi rejeitado pelo juízo.
“Deixo de homologar o Termo de Ajustamento de Conduta entabulado pela Torcida Jovem do Flamengo e, nos termos da sentença transitada em julgado, fixo o prazo de 2 anos de afastamento […] de comparecerem a qualquer evento esportivo, de qualquer time de futebol a contar desta data”, registra a decisão.
Histórico de punições
Essa não é a primeira vez que a organizada sofre restrições. A Torcida Jovem já havia sido proibida de comparecer a estádios por três anos, a partir de setembro de 2021, em razão de episódios violentos ocorridos em 2015. Entre os incidentes, estão confrontos durante a partida entre Macaé e Flamengo e tumultos antes do clássico entre Botafogo e Flamengo, ambos válidos pelo Campeonato Carioca.
O afastamento de torcidas organizadas é uma medida prevista pelo Estatuto do Torcedor e pela legislação penal, usada para coibir práticas violentas ligadas ao futebol. Nos últimos anos, o Judiciário e os órgãos de segurança pública têm endurecido a fiscalização e adotado punições coletivas para responsabilizar grupos inteiros, em vez de apenas os indivíduos envolvidos nos crimes.
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A decisão reacende o debate sobre o papel das torcidas organizadas no futebol brasileiro: de um lado, a importância cultural e de mobilização; de outro, a necessidade de conter episódios de violência que ameaçam a segurança nos estádios e no entorno dos jogos.