TozziniFreire e Pinheiro Neto atuam em emissão de R$ 790 milhões da Elea Digital

Da redação de LexLegal
A Elea Digital Infraestrutura e Redes de Telecomunicações concluiu a quinta emissão de debêntures simples, sem garantia inicial e convertidas em garantidas, no valor de R$ 790 milhões. A operação, conduzida em prazo considerado curto para o mercado (menos de dois meses), tem como diferencial estar vinculada a metas ESG (sustentabilidade ambiental, social e de governança), reforçando o compromisso da empresa com eficiência energética e diversidade em posições de liderança.
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As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas que, na prática, funcionam como um empréstimo tomado diretamente no mercado de capitais. Os investidores que adquirem esses papéis recebem remuneração em forma de juros. No caso da Elea Digital, a taxa definida foi o CDI acrescido de 3,70% ao ano, com vencimento em agosto de 2032. A emissão ainda prevê ajustes na remuneração conforme o cumprimento das metas ESG estabelecidas.
A Elea Digital, que opera data centers em todas as capitais brasileiras e no corredor Rio–São Paulo, é considerada a principal provedora de infraestrutura digital sustentável do país. Seus centros de dados funcionam integralmente com energia renovável, o que reforça a atratividade da operação para investidores interessados em títulos verdes e sustentáveis. A empresa atende provedores de nuvem, plataformas de conteúdo, multinacionais e companhias brasileiras que dependem de soluções de tecnologia escalável e neutra em termos de operadoras.
A transação envolveu grandes bancos coordenadores: Banco Bradesco BBI, UBS BB, Banco BTG Pactual, Banco Santander e Itaú BBA.
O TozziniFreire Advogados representou os bancos coordenadores (“underwriters”) com atuação do sócio Daniel Laudísio, da associada Marina Maia de Souza e da estagiária Ana Carolina Paniagua. Já a Elea Digital contou com a assessoria de Pinheiro Neto Advogados, representado por Ricardo E. Vieira Coelho, Marcos Saldanha Proença, Gustavo Guedes Araújo e Ana Cecília Couto Villela Pedras.
Segundo especialistas de mercado, operações como esta consolidam a tendência de debêntures atreladas a compromissos ESG, que ganharam força após a regulamentação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para títulos de sustentabilidade. Além de proporcionar captação de longo prazo, essas emissões contribuem para alinhar investidores e empresas a metas ambientais e sociais cada vez mais exigidas por consumidores, reguladores e órgãos internacionais.
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Com essa captação, a Elea reforça sua capacidade de expansão e garante recursos para manter seu posicionamento como líder em data centers sustentáveis, em um momento de crescente digitalização e demanda por infraestrutura tecnológica confiável.