TozziniFreire e Lefosse atuam em financiamento de US$ 100 milhões do IFC para a Cogna

Da redação de LexLegal
A Cogna Educação, uma das maiores companhias do setor de ensino superior do Brasil, garantiu um financiamento de US$ 100 milhões junto à International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial voltado para investimentos privados em países em desenvolvimento. O objetivo é reforçar investimentos em tecnologia voltados ao ensino superior, em um período de até três anos a partir da assinatura do contrato.
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Segundo informações do mercado, o plano de aplicação dos recursos prevê não apenas avanços digitais e operacionais, mas também a implementação de medidas ambientais e sociais. Essas ações seguem os Padrões de Desempenho da IFC em Sustentabilidade Ambiental e Social, que funcionam como um conjunto de regras e boas práticas para que empresas beneficiadas cumpram requisitos de responsabilidade socioambiental em suas operações.
O financiamento foi garantido por duas subsidiárias do grupo — a Editora e Distribuidora Educacional e a Pitágoras Sistema de Educação Superior Sociedade — que atuaram como garantidoras. Isso significa que, caso a Cogna não cumpra as obrigações financeiras, as empresas coligadas assumem a responsabilidade de forma incondicional e irrevogável. Essa estrutura é comum em operações de crédito de grande porte, pois amplia a segurança para o credor.
Escritórios envolvidos
A operação contou com a assessoria de importantes escritórios de advocacia.
O TozziniFreire Advogados assessorou a IFC em aspectos jurídicos e regulatórios brasileiros, com atuação do sócio Alexei Bonamin e da associada Daiane Nunes.
No âmbito internacional, a IFC também recebeu suporte do escritório norte-americano Becker, Glynn, Muffly, Chassin & Hosinski, com os advogados Andrea Marquez-Bottome e Patrick J. O’Brien.
Já a Cogna Educação foi representada pelo Lefosse Advogados, com a participação do sócio Bruno Massis e das advogadas Carla Rossi, Fernanda Barros e Roberta Rossi.
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O investimento ocorre em um momento em que o setor de ensino superior privado no Brasil busca acelerar sua digitalização, especialmente após os impactos da pandemia, que consolidaram a educação a distância como realidade estrutural. Além disso, o alinhamento às diretrizes da IFC em sustentabilidade reforça a pressão crescente sobre grandes companhias educacionais para incorporarem critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) em seus planos de crescimento.
Com esse financiamento, a Cogna busca reforçar sua posição de liderança, ao mesmo tempo em que responde às exigências globais por práticas mais responsáveis e tecnológicas na educação.