Pinheiro Guimarães assessora emissão de R$ 70 milhões em CRA da Cooperaliança

Pinheiro Guimarães assessora emissão de R$ 70 milhões em CRA da Cooperaliança
O mecanismo dos CRA funciona como um elo entre investidores e o setor do agronegócio: investidores adquirem os certificados e, em contrapartida, recebem os rendimentos decorrentes dos créditos originados de contratos rurais, como as CPRs/Divulgação
Publicado em 22/08/2025 às 11:30

Da redação de LexLegal

O escritório Pinheiro Guimarães atuou como assessor jurídico na emissão e oferta pública de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), no valor de R$ 70 milhões, estruturados pela Virgo Companhia de Securitização. Os títulos têm como lastro direitos creditórios do agronegócio originados de Cédulas de Produto Rural (CPRs) financeiras — instrumentos usados por produtores e cooperativas para captar recursos antecipados, com liquidação financeira futura.

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No caso específico, os recebíveis estavam vinculados à Cooperativa Agroindustrial Aliança de Carnes Nobres – Cooperaliança, sediada no Paraná, que figura como devedora da operação. Esse tipo de emissão permite que recursos do mercado financeiro sejam direcionados ao setor agroindustrial, com menor custo e prazos mais adequados à produção rural.

A oferta foi coordenada pelo Itaú BBA, que atuou como líder da colocação dos papéis no mercado de capitais. O mecanismo dos CRA funciona como um elo entre investidores e o setor do agronegócio: investidores adquirem os certificados e, em contrapartida, recebem os rendimentos decorrentes dos créditos originados de contratos rurais, como as CPRs. Esse modelo tem se consolidado como uma das principais fontes de financiamento do agronegócio brasileiro.

Destaque jurídico

Na operação, o Pinheiro Guimarães representou tanto o Itaú BBA quanto a Cooperaliança, garantindo a conformidade regulatória da emissão e assessorando nas negociações contratuais. O trabalho foi conduzido pela sócia Camila Ohno, que aparece na foto de divulgação, com o apoio dos associados Jonas Vilhena Assumpção e Michelle Reibscheid.

Especialistas apontam que os Certificados de Recebíveis do Agronegócio têm desempenhado papel crucial na expansão da produção agrícola e pecuária, especialmente em momentos de maior volatilidade de crédito bancário. Com a securitização — isto é, a transformação de recebíveis em títulos negociáveis —, cooperativas e empresas do setor conseguem ampliar a liquidez e atrair investidores institucionais.

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Além de impulsionar o financiamento privado do agronegócio, esse tipo de operação também fortalece a diversificação do mercado de capitais brasileiro, que vem registrando aumento na participação de instrumentos voltados ao setor rural.

SÃO PAULO WEATHER