Desemprego cai para 5,8% no 2º trimestre, menor taxa desde 2012; 12 estados têm mínimas históricas

Desemprego cai para 5,8% no 2º trimestre, menor taxa desde 2012; 12 estados têm mínimas históricas
PNAD Contínua do IBGE aponta que o desemprego no Brasil atingiu 5,8% no 2º trimestre, o menor nível desde 2012, com 12 estados batendo recordes históricos/Paulo Pinto/Agência Brasil
Publicado em 15/08/2025 às 13:30

Da redação de LexLegal

A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,8% no segundo trimestre de 2025, atingindo o menor nível da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 18 das 27 unidades da federação registraram queda no desemprego, enquanto nove permaneceram estáveis.

Os menores índices foram observados em Santa Catarina (2,2%)Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%), enquanto as maiores taxas ficaram com Pernambuco (10,4%)Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%).

Em 12 estados, a taxa atingiu patamares nunca registrados:

  • Amapá: 6,9%
  • Rio Grande do Norte: 7,5%
  • Paraíba: 7,0%
  • Alagoas: 7,5%
  • Sergipe: 8,1%
  • Bahia: 9,1%
  • Minas Gerais: 4,0%
  • Espírito Santo: 3,1%
  • São Paulo: 5,1%
  • Santa Catarina: 2,2%
  • Rio Grande do Sul: 4,3%
  • Mato Grosso do Sul: 2,9%

O índice de 5,8% não apenas marca um recorde, mas também consolida uma tendência de melhora no mercado de trabalho observada desde 2023. Essa trajetória vem sendo sustentada pelo crescimento em setores como serviçosconstrução civilagronegócio e indústria de transformação, além do aquecimento do comércio varejista em algumas regiões.

Especialistas destacam que, mesmo com o avanço, ainda existem disparidades significativas entre as regiões, refletindo fatores estruturais, desigualdade de renda e diferentes níveis de formalização do trabalho.

Metodologia da PNAD Contínua

A pesquisa do IBGE considera como desocupada apenas a pessoa com 14 anos ou mais que está disponível e procura trabalho. O levantamento inclui todas as formas de ocupação — empregos com ou sem carteira assinada, temporários, por conta própria e trabalho familiar não remunerado.
São visitados 211 mil domicílios por trimestre, o que permite identificar tendências regionais e comparações de longo prazo.

Desde o início da série, em 2012, o Brasil registrou períodos de desemprego abaixo de 7% em momentos pontuais de crescimento econômico, mas o patamar atual é o mais baixo já registrado, mesmo considerando variações sazonais. O desempenho reflete, segundo analistas, um cenário de retomada econômica e políticas de incentivo à geração de empregos, mas também pressões de setores que ainda sofrem com a informalidade.

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