STF decreta prisão de líder de acampamento golpista após rompimento de tornozeleira

STF decreta prisão de líder de acampamento golpista após rompimento de tornozeleira
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão de Diego Dias Ventura, condenado a 14 anos por participação nos atos de 8 de janeiro e foragido após romper a tornozeleira eletrônica/Agência Brasil
Publicado em 15/08/2025 às 6:00

Da redação de LexLegal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de Diego Dias Ventura, apontado como um dos líderes do acampamento golpista instalado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, no final de 2022. A decisão foi tomada após o magistrado ser informado de que o réu rompeu a tornozeleira eletrônica e encontra-se foragido.

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O mandado foi expedido na terça-feira (12), com base em relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro. Segundo o documento, “em 6/8/2025, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro noticiou o fim de bateria da tornozeleira eletrônica do acusado, que está desligada desde 02/07/2025, e consta rompimento da cinta da tornozeleira, em aberto desde 01/07/2025”. A quebra das condições impostas pela Justiça resultou na imediata revogação da liberdade concedida anteriormente.

Em julho, o STF condenou Ventura a 14 anos de prisão por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A pena inclui, além do encarceramento, o pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos danos materiais causados durante a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes. Antes da condenação, ele havia sido preso preventivamente e, posteriormente, autorizado a responder ao processo em liberdade, desde que monitorado eletronicamente.

De acordo com a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), Ventura desempenhou papel central na logística do acampamento, organizando a chegada de manifestantes, fornecimento de insumos e transporte, além de ter participado diretamente da invasão à Praça dos Três Poderes. A PGR sustentou que tais ações integraram uma estratégia coordenada para tentar derrubar o resultado das eleições presidenciais de 2022 e impedir a posse do presidente eleito.

Durante o julgamento, a defesa de Diego Ventura solicitou a absolvição, afirmando que ele participou de uma “manifestação pacífica em Brasília” e não possui ligação com atos de vandalismo ou violência cometidos por outros indivíduos. Os advogados também contestaram a robustez das provas, alegando ausência de elementos que comprovassem sua participação em atos criminosos.

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A prisão de Ventura ocorre no contexto das investigações e execuções de pena contra os envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, considerados pelo STF como um dos maiores atentados à democracia brasileira desde a redemocratização. As decisões da Corte têm enfatizado que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como escudo para ações que atentem contra a ordem constitucional.


SÃO PAULO WEATHER