Lucro da Eletrobras cresce 43% no 2º trimestre e acionistas recebem R$ 4 bilhões em dividendos

Da redação de LexLegal
A Eletrobras divulgou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, com destaque para o lucro líquido ajustado de R$ 1,469 bilhão. O montante representa um avanço de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa registrou lucro de R$ 1,025 bilhão.
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Com o desempenho positivo, a companhia aprovou o pagamento de R$ 4 bilhões em dividendos extraordinários aos seus mais de 240 mil acionistas. Os valores serão creditados em 28 de agosto, conforme a política de alocação de capital adotada pela empresa após o processo de privatização.
Em fevereiro, a Eletrobras já havia distribuído outros R$ 4,1 bilhões em dividendos relacionados ao exercício de 2024 — o terceiro maior pagamento da história da companhia, consolidando sua posição entre as maiores distribuidoras de proventos do setor elétrico brasileiro.
Segundo Ivan Monteiro, presidente da Eletrobras, os números refletem uma gestão voltada para a eficiência e a sustentabilidade financeira: “A companhia manteve seu foco em eficiência e disciplina de capital, e nossos resultados na comercialização de energia foram positivos”, afirmou.
Monteiro também destacou que os investimentos seguem sendo prioridade para garantir a expansão da empresa em um ambiente competitivo. “A prioridade da Eletrobras está na previsibilidade e no crescimento dos investimentos para garantir a resiliência dos nossos ativos e expansão inorgânica por meio dos leilões de transmissão. Estamos reforçando as bases para uma empresa mais competitiva, valorizando a inovação e a qualidade do serviço”, completou o executivo.
O relatório financeiro da companhia aponta que o bom desempenho operacional contribuiu significativamente para o resultado positivo, apesar do impacto do ajuste contábil de R$ 3,4 bilhões relacionado aos contratos de transmissão da Rede Básica do Sistema Existente (RBSE), que afeta o componente financeiro das concessões.
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A empresa, que passou por um processo de desestatização em 2022, tem buscado consolidar sua posição no mercado como uma operadora privada com foco em geração e transmissão de energia em larga escala. A estratégia atual prioriza a expansão por meio de oportunidades regulatórias e operacionais, além do fortalecimento de seus ativos existentes.