SP ganha novo escritório especializado em Direito Penal e Empresarial

SP ganha novo escritório especializado em Direito Penal e Empresarial
Débora Perez (ao centro), Mariana Ortiz (à direita) e João Imperia (à esquerda) são os sócios fundadores do PIMO Advogados, nova boutique criminal em São Paulo/Divulgação
Publicado em 04/08/2025 às 9:00

Da redação de LexLegal

O mercado jurídico brasileiro ganha uma nova banca. Os criminalistas Débora Perez DiasMariana Tranchesi Ortiz e João Henrique Imperia anunciaram a abertura do Perez, Imperia e Ortiz Advogados (PIMO), boutique especializada em Direito Penal com sede em São Paulo. O escritório nasce com a proposta de atuar em casos complexos envolvendo crimes corporativos, que podem atingir tanto pessoas físicas quanto jurídicas em todo o país.

Leia também: TST decide que aviso-prévio indenizado deve integrar cálculo da participação nos lucros e resultados

Os três advogados já trabalharam juntos por anos no escritório Tofic Simantob, Perez e Ortiz, onde participaram de investigações e processos de grande repercussão. Agora, unem-se novamente para oferecer uma estrutura própria, com atendimento estratégico voltado para empresas e executivos envolvidos em litígios criminais.

Perfis complementares

Débora Perez Dias atua há mais de 20 anos na área criminal. Durante 18 anos foi sócia do Tofic Simantob, Perez e Ortiz, onde se destacou em alguns dos casos mais relevantes do escritório. É pós-graduada em Direito Penal Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista em Direito Penal Econômico pelo Instituto de Direito Penal Econômico Europeu da Universidade de Coimbra. Também integra o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM).

Mariana Tranchesi Ortiz, com mais de 20 anos de carreira, também tem forte atuação acadêmica. Mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP), é especialista em Direito Penal pela Universidade de Barcelona e pela Universidade Pompeu Fabra. Foi sócia do Tofic Simantob, Perez e Ortiz por oito anos e é autora do livro Concurso de agentes nos delitos especiais (Ed. IBCCRIM). Já lecionou como professora convidada no curso de pós-graduação em Direito Penal Econômico da FGV Direito SP e integra o IBCCRIM.

João Henrique Imperia tem um histórico no setor público. Atuou por 14 anos como defensor público em São Paulo, acumulando experiência em milhares de audiências e júris, além de ter ocupado cargos estratégicos na Defensoria Pública. Em 2021, tornou-se sócio do Tofic Simantob, Perez e Ortiz, onde permaneceu por quatro anos. É mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP e possui diploma internacional em Direitos Humanos emitido por instituições como o Instituto Max Planck e o Heidelberg Center for Latin America. Também é membro do IBCCRIM, do IDDD, da Comissão Especial de Investigação Defensiva da OAB/SP e do Departamento Jurídico da FIESP (DEJUR).

Uma boutique com visão empresarial

Segundo os sócios, a proposta do PIMO Advogados é oferecer um atendimento focado no cliente, com atuação em todas as fases do processo criminal. “Nosso objetivo é construir estratégias eficientes para proteger a reputação e os interesses dos nossos clientes em investigações e ações penais”, afirmaram os fundadores em nota. A banca também destaca o compromisso em atuar preventivamente, assessorando empresas e executivos para evitar riscos de responsabilização criminal.

Contexto no mercado jurídico

O surgimento de boutiques especializadas como o PIMO reflete uma tendência no mercado jurídico brasileiro: a busca por escritórios altamente especializados, capazes de lidar com casos sensíveis e complexos. O Direito Penal Empresarial, área que envolve crimes como corrupção, fraude fiscal, lavagem de dinheiro e delitos ambientais, tem sido cada vez mais demandado por empresas diante do aumento da fiscalização e da pressão por compliance.

Veja também: Trump, tarifas e a hora de o Brasil decidir se quer jogar ou ser jogado 

Crimes corporativos podem gerar não apenas multas milionárias, mas também restrições operacionais, danos à reputação e responsabilização de diretores e conselheiros. “O trabalho preventivo é essencial. Quando uma investigação é deflagrada, cada passo precisa ser cuidadosamente pensado”, destacam os sócios em nota do escritório.

SÃO PAULO WEATHER