Energia elétrica e tarifas em capitais elevam prévia da inflação para 0,33% em julho

Energia elétrica e tarifas em capitais elevam prévia da inflação para 0,33% em julho
Inflação em 12 meses chega a 4,44% e segue dentro da meta oficial/Agência Brasil
Publicado em 25/07/2025 às 14:00

Da redação de LexLegal

prévia da inflação de julho, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), registrou alta de 0,33%, acima do resultado de junho (0,26%), pressionada pela bandeira tarifária vermelha na conta de luz e pelos reajustes de tarifas em cinco capitais. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com o resultado, o IPCA-15 acumula alta de 5,3% em 12 meses, acima do teto da meta de inflação do governo, que permite até 4,5%. Em julho de 2024, a prévia da inflação havia sido de 0,30%.

Habitação e energia elétrica puxam alta

O grupo Habitação teve a maior alta entre os nove pesquisados pelo IBGE, com avanço de 0,98% em julho, puxado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 3,01%. Este foi o subitem de maior impacto positivo no IPCA-15, refletindo a manutenção da bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.

A cobrança extra, que começou em junho por conta da baixa nos reservatórios de hidrelétricas, continuou pesando no orçamento em julho. Além disso, reajustes tarifários em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro contribuíram para a alta no grupo.

Alimentos caem pelo segundo mês consecutivo

Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,06% em julho, após recuo de 0,02% em junho. As maiores reduções vieram da batata-inglesa (-10,48%)cebola (-9,08%) e arroz (-2,69%).

Apesar da queda recente, os alimentos ainda acumulam alta de 7,36% em 12 meses, permanecendo como o grupo com maior variação no IPCA-15. A previsão de safra recorde tem contribuído para reduzir os preços no curto prazo.

Transportes: passagens aéreas disparam

O grupo Transportes subiu 0,67%, impulsionado pelas passagens aéreas, que registraram alta de 19,86% e contribuíram com 0,11 ponto percentual no índice. Outro destaque foi o aumento dos serviços de carros por aplicativo (14,55%).

Os combustíveis, por outro lado, apresentaram queda de 0,57%, com destaque para o recuo do gás veicular (-1,21%)diesel (-1,09%)etanol (-0,83%) e gasolina (-0,50%). Como a gasolina tem grande peso na cesta de consumo, sua queda representou o maior impacto negativo no IPCA-15 (-0,03 p.p.).

Desempenho dos demais grupos

Confira o desempenho de todos os grupos em julho:

  • Alimentação e bebidas: -0,06% (-0,01 p.p.)
  • Habitação: 0,98% (0,15 p.p.)
  • Artigos de residência: -0,02% (0 p.p.)
  • Vestuário: -0,10% (0 p.p.)
  • Transportes: 0,67% (0,13 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,21% (0,03 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,25% (0,03 p.p.)
  • Educação: 0,00% (0 p.p.)
  • Comunicação: 0,11% (0 p.p.)

O que é o IPCA-15

IPCA-15 é a prévia da inflação oficial do país e adota a mesma metodologia do IPCA, utilizado pelo governo para definir a política monetária. A diferença está no período de coleta, que é antecipado. No caso de julho, os preços foram coletados entre 14 de junho e 15 de julho.

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O índice considera uma cesta de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos (atualmente em R$ 1.518). A pesquisa abrange 11 regiões metropolitanas, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador, Fortaleza, Belém, Brasília e Goiânia.

O IPCA cheio de julho será divulgado em 12 de agosto.

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