Preta Gil morre aos 50 anos após luta contra câncer no intestino

Preta Gil morre aos 50 anos após luta contra câncer no intestino
Preta Gil morreu neste domingo (20), nos Estados Unidos, onde fazia tratamento experimental contra o câncer; cantora enfrentava a doença desde 2023/Reprodução Instagram/@pretagil
Publicado em 20/07/2025 às 21:58

Da redação de LexLegal

A cantora e empresária Preta Gil faleceu neste domingo (20), aos 50 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer no intestino. A artista, filha do cantor Gilberto Gil, estava em Nova York, nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental após a reativação da doença, inicialmente diagnosticada em janeiro de 2023.

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Depois de passar por sessões de quimioterapia, radioterapia e uma cirurgia para retirada de tumores em agosto de 2024, Preta enfrentou uma reincidência do câncer em outras partes do corpo. Com isso, optou por continuar o tratamento em território norte-americano, viajando entre Nova York e Washington para se submeter a novas abordagens terapêuticas em um centro médico especializado.

Com uma trajetória marcada pela diversidade musical e pela irreverência, Preta Gil iniciou sua carreira artística aos 29 anos, após trabalhar como produtora e publicitária. Seu álbum de estreia, Prêt-à-Porter, trazia o sucesso “Sinais de Fogo”, composição de Ana Carolina, e ganhou destaque também pela capa polêmica em que a cantora aparecia nua.

O segundo álbum, Preta, foi lançado em 2005, trazendo faixas como “Muito Perigoso” e “Eu e você, você e eu”. Já em 2010, a artista apresentou Noite Preta, um show que percorreu o país durante sete anos. O projeto abriu espaço para o icônico Baile da Preta, que, segundo a cantora, refletia sua diversidade musical. “O Baile da Preta retrata a minha personalidade musical, meu ecletismo, meu gosto e meu respeito pela MPB, que para mim, abrange desde Caetano Veloso e Gilberto Gil até Aviões do Forró e Psirico”, escreveu em seu site oficial.

Na televisão, Preta também deixou sua marca. Em 2010, estreou o programa Vai e Vem, gravado dentro de um elevador, onde abordava temas ligados à sexualidade. Em 2012, lançou o álbum Sou como Sou, que incluía músicas como “Mulher Carioca” e “Relax”.

Para celebrar dez anos de carreira, Preta lançou o DVD Bloco da Preta, reunindo diversos ritmos populares e artistas convidados como Ivete Sangalo, Lulu Santos, Anitta, Israel Novaes, Thiaguinho e a bateria “Black Power”. O projeto refletia a mistura de sons e a energia característica de sua presença nos palcos.

No carnaval carioca, Preta se consolidou como uma das principais figuras com o bloco que leva seu nome. Em 2017, o Bloco da Preta atraiu mais de 500 mil pessoas no Centro do Rio de Janeiro com um desfile em homenagem a Chacrinha.

Seu último álbum, Todas as Cores, lançado em 2017 exclusivamente no formato digital, contou com colaborações de Gal Costa, Marília Mendonça e Pabllo Vittar. A canção “Botando a fila para andar”, composta por Ana Carolina, marcou esse trabalho.

Em 2021, Preta lançou a música Meu Xodó, em parceria com o filho, Francisco Gil. Além da música, Preta também atuou em produções audiovisuais como as séries As CariocasÓ Paí, Ó e Vai que Cola. No campo empresarial, destacou-se como sócia da agência de marketing de influência Mynd, responsável pela gestão de imagem de artistas como Luísa Sonza, Camilla de Lucas e Pabllo Vittar.

Preta era filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, com quem o cantor teve também Pedro e Maria. Ela tinha outros cinco irmãos: Nara e Marília (do relacionamento de Gil com Belina de Aguiar) e Bem, José e Bela Gil (do casamento com Flora Gil).

Em sua vida pessoal, casou-se com o ator Otávio Müller em 1994, com quem teve seu único filho, Francisco Gil. Após a separação, em 1995, teve outros dois casamentos: com Carlos Henrique Lima, de 2009 a 2013, e com Pedro Godoy, de 2015 até 2023 — relação encerrada durante seu tratamento contra o câncer. Francisco é pai de Sol de Maria, única neta de Preta.

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A trajetória de Preta Gil é marcada pela ousadia, resistência e pela valorização da liberdade artística. Sua morte encerra uma carreira de mais de duas décadas, deixando um legado cultural significativo para a música e o entretenimento brasileiro. Ainda não há informações se a cantora será enterrada ou cremada e onde acontecerá o velório.

SÃO PAULO WEATHER