Leilões Bolsa de Valores de SP movimentam R$ 100 bilhões no 1º semestre

Leilões Bolsa de Valores de SP movimentam R$ 100 bilhões no 1º semestre
O crescimento de 15% no volume total do mercado à vista, que engloba também os fundos imobiliários (FIIs), sinaliza uma migração de capital para a renda variável/B3
Publicado em 17/07/2025 às 8:30

Da redação de LexLegal

B3, Bolsa de Valores de São Paulo, divulgou que os 36 leilões públicos realizados no primeiro semestre de 2025resultaram em aproximadamente R$ 100 bilhões em investimentos contratados, número 80% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. As concessões abrangeram setores estratégicos como transportes, portos, saneamento, meio ambiente, energia e mobilidade urbana.

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Do montante total, R$ 75,6 bilhões correspondem a despesas de capital (Capex), ou seja, investimentos em construção, modernização e aquisição de ativos. Outros R$ 24,4 bilhões dizem respeito a despesas operacionais (Opex), voltadas à manutenção dos serviços e operação dos ativos concedidos. De acordo com a B3, os contratos firmados geraram mais de 710 mil empregos diretos e indiretos em todas as regiões do país.

setor de transportes liderou os aportes, com nove leilões de concessão de rodovias, totalizando R$ 59,6 bilhões em investimentos. Desses, quatro foram promovidos pelo governo federal, segundo a B3. A concessão de rodovias tem sido uma das principais estratégias para melhorar a infraestrutura logística do país e atrair capital privado para obras de duplicação, manutenção e operação das vias.

Na área de saneamento básico, foram realizados cinco leilões, que somaram R$ 22,2 bilhões em investimentos. O avanço neste setor está alinhado às metas do novo marco legal do saneamento, que exige a universalização dos serviços até 2033. Já o setor portuário contou com quatro certames, totalizando R$ 2,2 bilhões em contratos.

A agenda de concessões também incluiu cinco leilões florestais voltados ao meio ambiente, com ênfase no desenvolvimento de áreas economicamente vulneráveis. Segundo a B3, os projetos exigiram investimentos sociais nas comunidades locais e chegaram a R$ 290 milhões, com mais de 4,5 milhões de metros quadrados concedidos. Em um dos leilões, foi considerado como critério de avaliação o uso de créditos de carbono de restauração florestal (ARR).

No setor de energia, a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) promoveu o maior leilão já realizado pela empresa. Foram comercializados 74,5 milhões de barris de petróleo da União, oriundos dos campos de Mero, Búzios, Itapu e Sépia, com produção prevista entre 2025 e 2026. A operação arrecadou cerca de R$ 28 bilhões, reforçando o caixa da União e o papel do pré-sal na matriz energética brasileira.

Além disso, houve concessões em áreas de mobilidade urbana e iluminação pública, como os leilões das linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no estado de São Paulo, voltadas à modernização do sistema ferroviário regional.

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A B3 também informou que, para o segundo semestre de 2025, estão previstos mais 16 leilões e nove pré-reservas, indicando a continuidade do ritmo acelerado de concessões no país. A expectativa é que esses projetos atraiam novos investidores e ampliem a participação da iniciativa privada em obras de infraestrutura, essenciais para o crescimento sustentável da economia brasileira.

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