Ministério da Fazenda eleva projeção do PIB para 2,5% e reduz estimativa de inflação para 2025

Da redação de LexLegal
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para cima sua projeção de crescimento da economia brasileira em 2025. Segundo o Boletim Macrofiscal divulgado nesta sexta-feira (11), a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,4% para 2,5%, impulsionada principalmente pelo bom desempenho da agropecuária e por sinais positivos do mercado de trabalho.
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Já a previsão de inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para o ano que vem caiu de 5% para 4,9%. Apesar da redução, a projeção ainda está acima do teto da meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Segundo o Ministério da Fazenda, os cálculos não consideram os impactos do novo tarifaço anunciado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pretende elevar as alíquotas de importação sobre produtos brasileiros para até 50%. “A carta que comunicou a elevação da tarifa justifica a decisão por razões apenas políticas, gerando grande insegurança. O impacto da medida deve ser concentrado em alguns setores específicos, influenciando pouco a estimativa de crescimento em 2025”, informou a SPE.
Setores produtivos
A revisão para cima do PIB foi puxada especialmente pela agropecuária, cuja estimativa de crescimento passou de 6,3% para 7,8%. A mudança leva em conta a previsão de aumento nas safras de milho, café, algodão e arroz. O setor de serviços também teve sua projeção ajustada de 2% para 2,1%.
Já a indústria deve crescer menos do que o previsto anteriormente. A nova estimativa para o setor caiu de 2,2% para 2%. De acordo com o boletim, a indústria começa a sentir os efeitos persistentes dos juros elevados.
Demais indicadores
O documento também revisou os principais índices de preços usados no planejamento fiscal. A projeção do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que corrige o salário mínimo e aposentadorias, caiu de 4,9% para 4,7%.
O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), que reflete os preços no atacado, na construção civil e no varejo, foi ajustado de 5,6% para 4,6%, refletindo menores pressões cambiais.
Previsões futuras
Apesar da elevação da projeção do PIB para 2025, a SPE espera uma desaceleração no segundo semestre. Para 2026, a expectativa de crescimento caiu de 2,5% para 2,4%. A estimativa de inflação para o mesmo ano foi mantida em 3,6%.
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Os dados divulgados hoje servirão de base para o próximo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para o dia 22. Esse relatório bimestral é um instrumento fundamental para o acompanhamento da execução orçamentária, sendo usado para decidir eventuais bloqueios de gastos não obrigatórios, com base nas metas fiscais e nos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal.